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  1. Estresse: como funciona, sintomas e soluções
    Todos os dias produzimos hormônios que causam o estresse. A liberação de cortisol é importante para a manutenção da sobrevivência, mas na dosagem certa.  Bem Estar - Edição de terça-feira, 24/04/2018 Estresse é uma palavra comum no vocabulário de muita gente. Quem nunca disse que estava estressado com alguma coisa? A palavra nos remete a um incômodo, alguma coisa negativa, mas estresse é simplesmente a maneira como o nosso corpo reage diante de diferentes situações. Independentemente de você ser uma pessoa calma ou nervosa, você produz todos os dias hormônios que causam o estresse. Quando o corpo é estimulado a realizar qualquer tipo de atividade, até as mais simples, o primeiro a entender isso é o nosso cérebro. A mensagem chega à parte chamada de hipotálamo, que envia para glândula que fica logo abaixo e ela produz hormônios que se espalham pela corrente sanguínea até chegar nas glândulas que ficam acima dos rins. São elas que produzem a adrenalina e o cortisol. Como o estresse acontece no nosso corpo A liberação de cortisol é importante para a manutenção da sobrevivência, mas na dosagem certa. Quando atinge picos, não é muito legal. A endocrinologista Alessandra Rascoviski explicou no Bem Estar desta terça-feira (24) que o cortisol é considerado o hormônio do estresse crônico porque ele fica no organismo, diferente da adrenalina, que causa as reações e vai embora. O cortisol inflama o organismo, que vai responder em vários órgãos: cérebro, intestino, células adiposas. A atividade física faz o efeito reverso ao cortisol. Ela libera os hormônios do prazer: endorfina, serotonina e dopamina. Esses hormônios melhoram o humor e trazem a sensação de bem-estar. a indicação para que a atividade traga benefícios contra o estresse é: 20 minutos diários de uma atividade que mude a frequência cardíaca. Causas De acordo com a médica do estilo de vida e acupuntura Sley Tanigawa Guimarães, o estresse é uma reação fisiológica automática do corpo a circunstâncias que exigem ajustes comportamentais. As principais causas são: Conflitos no ambiente familiar Dificuldades financeiras Problemas de saúde na família Dificuldades no trabalho ou a falta dele Relacionamentos tóxicos Divórcio Muitas responsabilidades Agenda muito cheia Eventos traumáticos Transporte O estresse pode gerar sintomas físicos também. Veja o que pode ser desencadeado pelo estresse: Alergia e doença de pele Doença autoimune Gastrite Refluxo Dor de cabeça Doenças intestinais Aumento de sintomas em pacientes cardíacos Insônia Infecção urinária
  2. O homem que perdeu pernas, dedos e parte do rosto após arranhão e lambida de seu cão

    A vida do britânico Jaco Nel teve um revés quando um arranhão de seu cocker spaniel causou uma infecção que desencadeou septicemia, uma reação exacerbada do sistema imunológico. Nel perdeu a consciência e ficou em coma por cerca de cinco dias, mas teve as pernas amputadas meses depois BBC Há um ano e meio, o britânico Jaco Nel brincava com seu cachorro Harvey, um cocker spaniel, quando notou um pequeno arranhão em sua mão. Ele limpou e desinfetou o corte, e continuou com seus afazeres habituais. Duas semanas depois, ficou doente com o que parecia uma gripe. Mas Nel não imaginava o que estava a ponto de acontecer: uma bactéria na saliva de seu cão provocou uma infecção que evoluiu para septicemia, uma reação exacerbada do sistema imunológico diante de um processo infeccioso. A septicemia é a principal causa de morte por infecção no mundo. Nel não morreu, mas diz que esteve "muito, muito perto". Como consequência de seu choque séptico, ele passou cinco dias em coma e meses no hospital. Perdeu as duas pernas, abaixo do joelho, e todos os dedos de uma mão. Além disso, teve o nariz e os lábios desfigurados, o que lhe causa dificuldade para falar e para comer. O caso do britânico é muito extremo, mas ele é uma das 20 milhões de pessoas que sofrem de septicemia por ano em todo o mundo. 'Senti depressão e raiva' Nel não percebeu o quão doente estava porque, ao se sentir como se estivesse gripado, decidiu descansar e dormiu até o dia seguinte. "Eu devo ter ficado muito doente, porque me sentia confuso e desorientado. Nem escutei o telefone quando os colegas de trabalho me ligaram para saber por que não fui", disse ao programa Victoria Derbyshire da BBC. "No fim do dia, minha mulher veio para casa e me encontrou em um estado terrível. Mas os serviços de emergência logo se deram conta de que eram sintomas de septicemia e começaram a me tratar com urgência assim que chegaram a minha casa." Fazer o diagnóstico cedo é a chave para a recuperação da septicemia: de acordo com vários estudos, 80% dos casos podem ser tratados com sucesso caso a infecção seja diagnosticada na primeira hora. Se isso não acontecer, o risco de morte aumenta a cada hora que passa. Nel recebeu fluidos por via intravenosa ainda em sua casa e antibióticos na ambulância, a caminho do hospital. "Mas quando eu cheguei na emergência, desmaiei", recorda. Ele perdeu a consciência e ficou em coma durante quase cinco dias. "Quando acordei, tomei um choque ao ver que tinha praticamente o corpo inteiro escurecido: o rosto, as mãos e as pernas estavam necrosando (em processo de morte) por causa dos danos nos tecidos causados pela coagulação anormal do sangue. É algo que ocorre durante um choque séptico", afirmou. Seus rins também falharam, e ele teve que fazer diálise durante dois meses. "Eu soube quase desde o princípio que acabaria perdendo as pernas e os dedos, mas não tinha certeza do que aconteceria com meu rosto. No final, perdi a ponta do nariz e meus lábios têm cicatrizes." "Depois de quatro meses no hospital, os médicos amputaram minhas pernas. Foi um período muito duro." Nel se tornou uma das 20 milhões de pessoas afetadas pela septicemia no mundo - e quase entrou para a estatística das mortes causadas pela doença BBC Aprender a caminhar de novo "Eu sempre fui uma pessoa determinada, e nada me detém. Mas me senti profundamente deprimido, senti muita raiva e, em alguns momentos, pensei que não iria suportar", diz Nel. Com o tempo, ele diz ter conseguido seguir adiante com o apoio-chave dos amigos, familiares e colegas de trabalho. "Esses pensamentos foram embora quando comecei a ver que podia voltar a fazer coisas, mesmo que me custasse mais tempo e esforço." Pouco depois da amputação das pernas, Nel começou a fazer reabilitação para voltar a caminhar. Depois de três meses, ele conseguia andar sem ajuda e voltou para casa. Ele teve, no entanto, de tomar uma decisão dura: sacrificar sua querida mascote Harvey para impedir que ela infectasse outra pessoa, já que o cachorro tinha uma infecção incurável. Ao relembrar de sua história, Nel diz que não poderia ter feito nada para evitar o que ocorreu. Quando seu cachorro o arranhou e lambeu sua ferida, ele a desinfectou. Depois, nem ele mesmo notou os sintomas da doença que começava a se manifestar. "Eu arrastava as palavras ao falar, perdi a coordenação e o equilíbrio, estava com a pele manchada, mas ninguém viu." Agora, ele dirige um carro adaptado e usa uma prótese no nariz, que disfarça a desfiguração de sua face. No entanto, ele deixou de usar a prótese por considerá-la "uma máscara" para esconder sua história. O que é septicemia? De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a septicemia ocorre quando o sistema imunológico do corpo se sobrecarrega e tem uma resposta exacerbada a uma infecção. O problema inicial pode ser leve e começar em qualquer parte, desde um corte no dedo até uma infecção urinária. Mas se isso não for tratado a tempo, pode causar danos catastróficos ao corpo, como lesões nos tecidos, falência generalizada de órgãos e até a morte. Não se sabe exatamente o que causa a doença, que afeta cerca de 20 milhões no mundo e mata ao menos 8 milhões. Por isso, ela é chamada de "assassina silenciosa". Identificar um caso de septicemia é difícil, já que os primeiros sintomas variam muito e podem ser facilmente confundidos com gripe ou outras infecções. De acordo com a ONG britânica UK Sepsis Trust, os seis sinais de alarme mais comuns são: dificuldades para falar ou confusão, calafrios ou dor muscular, ausência de urina, problemas graves para respirar, sensação de que "vai morrer", manchas ou descoloração da pele.
  3. Kate Middleton deixou maternidade só 7 horas após o parto. Por que no Brasil é diferente?

    Diferenças na legislação e no serviço de saúde dos dois países ajudam a explicar o ‘fenômeno’. No Reino Unido, assistência em casa por 21 dias não é só privilégio da realeza.  A duquesa de Cambridge Kate Middleton e o príncipe William mostram seu filho recém-nascido à mídia em frente ao Hospital St Mary, no centro de Londres, na Inglaterra Henry Nicholls/Reuters Kate Middleton deu à luz seu terceiro filho nesta segunda-feira (23). O menino, que ainda não teve o nome divulgado, nasceu às 11h01 por parto normal. Apenas sete horas depois, a duquesa de Cambridge já acenava para a imprensa ao lado do príncipe William com a criança no colo deixando o Hospital St Mary, em Londres. A rapidez com que Kate voltou para casa chama atenção das mães brasileiras, mas não é algo incomum no Reino Unido, seja para membros da realeza, seja para plebeias. Quando não há problema na hora parto, a legislação local estipula que as mulheres já podem receber alta seis horas após dar à luz. No Brasil, uma portaria do Ministério da Saúde diz que o prazo mínimo para liberação após o parto normal sem complicações é de 24 horas. Em caso de cesáreas, o mínimo são 48 horas, mas muitas mulheres acabam ficando por mais tempo no hospital. Para especialistas ouvidos pelo G1, a grande diferença é que no Reino Unido existe a garantia de um serviço de atendimento em casa por um profissional de saúde (médico ou obstetriz) durante 21 dias. “Este esquema que acontece na Inglaterra e também em outros países como Alemanha, Holanda e Nova Zelândia garante que a mãe e o bebê sejam bem assistidos. No Brasil, ainda não temos condição de fazer isso, porque não temos possibilidades no serviço público de agentes irem à casa dessas mães”, afirma o médico obstetra Jorge Kuhn. Segundo Kuhn, as principais complicações responsáveis pela mortalidade materna no pós-parto - hemorragia, pré-eclâmpsia (hipertensão) e infecção - já podem ser descartadas nas primeiras horas. “Com 6 horas, tranquilamente é possível dar alta para a mãe”, diz. No entanto, o médico ressalta a importância do retorno para o acompanhamento. “Não tem por que segurar uma mulher no hospital por 48 horas só para garantir o exame do pezinho no bebê. A questão é: como fazer essa mulher voltar? Há um medo muito grande, principalmente por parte dos pediatras, em relação à saúde da criança”. “Toda mulher deveria ter direito ao parto da realeza, bem assistido e seguro, em que que ela é a protagonista, como foi com a Kate. No Reino Unido, esse atendimento é universal”, afirma Kuhn. Para a diretora da Clínica de Obstetrícia do Hospital das Clínicas de São Paulo, Maria Rita Bortolotto, é importante levar em conta não só o quadro clínico, mas também o contexto social e psicológico das mães. “A realidade das minhas pacientes é outra. Uma coisa é a Kate sair do hospital, outra bem diferente é quem vai ter que subir quatro lances de escada do conjunto habitacional, chegar em casa e ainda ter que fazer comida para o marido e cuidar dos outros filhos”, afirma. “Para algumas, um descanso maior no pós-parto é realmente necessário”. Ela lembra que ainda existe a dificuldade de adaptação da criança, que pode demorar para mamar adequadamente, por exemplo. “Existe uma resistência até das próprias pacientes, inclusive. Principalmente quando se trata do primeiro filho. Muitas entram em pânico com medo de não saber cuidar direito da criança”, diz. De acordo com a médica, ir para casa mais cedo é melhor para ambos, mas é preciso estrutura e preparo. “Se tivéssemos médicos que acompanhassem, daria para fazer aqui também”, diz.
  4. Atenção primária é o meio mais eficaz de garantir bem-estar na velhice

    O melhor indicador é a capacidade funcional de realizar as atividades do dia a dia A Constituição de 1988 consagrou a saúde como “direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas que visam à redução do risco de doença e de outros agravos e possibilitando o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação”. No entanto, 30 anos depois, cresce o temor entre profissionais da área de que o Sistema Único de Saúde (SUS), criado para valer fazer esse direito, esteja debaixo de enorme pressão e em processo de desmantelamento. Esse foi o assunto recorrente do I Simpósio Nacional sobre Saúde, Envelhecimento e Estado de Bem-estar, realizado semana passada na Fiocruz, no Rio de Janeiro. Diante de uma plateia majoritariamente jovem, Dalia Romero, que é pesquisadora da instituição, mestre em Demografia e doutora em Saúde Pública, ressaltou a importância da atenção primária de saúde: “no que diz respeito ao envelhecimento da população, isso é fundamental. Embora as doenças crônicas façam parte da velhice, o foco não deveria estar apenas nelas, e sim no bem-estar das pessoas. E o melhor indicador de bem-estar é a capacidade funcional, de poder realizar as atividades diárias, como comer, tomar banho, sair à rua. Pode haver a presença da doença, mas a independência está mantida”. Dalia Romero, pesquisadora da Fiocruz: “sem atenção primária, caminhamos para o risco de um número maior de internações por condições que poderiam ser evitadas, como hipertensão ou diabetes” Ascom/ICICT Dalia lembrou que, em áreas pobres onde há atenção primária adequada, é possível encontrar indivíduos vivendo numa situação de mais bem-estar do que em regiões de classe média onde idosos moram sozinhos: “o papel do agente de saúde é crucial. Sem atenção primária, caminhamos para o risco de um número maior de internações por condições que poderiam ser evitadas, como hipertensão ou diabetes”. E ainda enfatizou a possibilidade de utilização de tecnologias de baixo custo para beneficiar os mais velhos, citando o exemplo de Portugal, que distribui talheres especiais para portadores do Mal de Parkinson – “atenção primária interessa a todos”, resumiu. Para Marco Aurelio C. Nascimento, assessor da Coordenação das Ações de Prospecção da Fiocruz, o SUS “é um ativo estratégico nacional para atender ao número crescente de idosos”. Para ilustrar a dimensão do Sistema Único de Saúde, apresentou alguns números: num país de 200 milhões de habitantes, há 130 milhões cobertos pelo programa de Saúde da Família. O SUS realiza 1.5 bilhão de consultas médicas e 12.2 milhões de internações por ano. Tem a maior rede de bancos de leite humano do mundo e 90% das vacinas são financiadas e oferecidas pela rede. “Precisamos zelar pela infraestrura e investir em inovação. Não é fazer mais com menos, e sim mais com mais”, afirmou. Saúde é um bem fundamental da população e um compromisso do Estado com o cidadão. De boa qualidade, é sinônimo de mortalidade menor na infância e bem-estar maior na velhice. Os idosos são um dos elos mais frágeis da cadeia: mesmo a parcela coberta por planos privados acaba perdendo esse benefício quando deixa o mercado de trabalho. Num momento em que Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) discute a implantação de planos com pagamento de franquia, modalidade em que o consumidor tem de arcar com um valor além da mensalidade se precisar fazer exames ou consultas que não estão previstos no contrato, é hora de se pensar numa mobilização pelo fortalecimento do SUS – esse, sim, é para todos.
  5. Ex-combatente no Afeganistão recebe primeiro transplante de pênis e escroto no mundo

    Médicos dizem que transplantes penianos já haviam sido feitos, mas a soma do escroto representa um avanço adicional. Ex-combatente no Afeganistão recebe primeiro transplante de pênis e escroto no mundo Um soldado ferido no Afeganistão é a primeira pessoa no mundo a ser submetida a um transplante de pênis e de escroto, informou nesta segunda-feira a Faculdade de Medicina da Univerisdade Johns Hopkins (EUA), onde foi realizada a intervenção cirúrgica. Nove cirurgiões plásticos e dois cirurgiões urologistas participaram em 26 de março da operação de 14 horas na qual o paciente, que pediu que sua identidade não fosse revelada, recebeu o pênis, o saco escrotal sem testículos e parte da parede abdominal de um doador falecido. O receptor já se recuperou da cirurgia e deve receber alta nesta mesma semana, afirma um comunicado do prestigiado centro universitário privado com sede em Baltimore (Maryland). O transplantado afirmou que o ferimento sofrido "não era fácil de aceitar", mas agora se sente "mais normal" e com "um certo nível de confiança também". "Definitivamente, agora estou bem", acrescentou. "Acreditamos que o transplante permitirá que este jovem recupere as funções miccionais e sexuais quase em sua totalidade", afirmou Wei-Ping Andrew Lee, professor e diretor da Divisão de Cirurgia Plástica e Reparadora da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins. Este tipo de transplante é denominado alotransplante composto vascularizado e consiste em transplantar uma parte ou tecido do corpo de uma pessoa a outra. Ilustração divulgada pelo hospital mostra detalhes do procedimento médico. Divulgação/Johns Hopkins Healt System
  6. Como um tropeiro do século 18 espalhou mutação genética rara que causa câncer no Brasil

    Síndrome de Li-Fraumeni aumenta probabilidade de desenvolver diversos tipos de tumores independentes e atinge gerações de famílias nas regiões Sul e Sudeste do país. Maria Isabel Achatz ainda estava na faculdade de Medicina, em São Paulo, no final dos anos 1990, quando encontrou a paciente que mudaria sua carreira e sua vida para sempre. Era uma mulher que havia tido câncer seis vezes - em todas elas, tumores primários, ou seja, independentes um do outro. "Naquela época ainda não podíamos consultar a internet, então fui na biblioteca da universidade, comprei um artigo científico e tive que esperar um mês para que ele chegasse", relembra. "Falei com meus orientadores que achava que era um caso de Síndrome de Li-Fraumeni, e eles me disseram: 'Isabel, só tem 200 casos dessa doença no mundo. Você acha realmente que viu um deles aqui?'. E eu respondi: 'Acho, sim'." O mistério da paciente não foi resolvido, porque a estudante deixou de atendê-la. Mas, por causa da suspeita, ela descobriu, anos depois, uma mutação genética que tornou a doença, considerada rara, mais comum no Sul e no Sudeste do Brasil do que em qualquer lugar do mundo. "No meu primeiro ano trabalhando do A.C. Camargo Cancer Center (Hospital do Câncer em São Paulo) eu vi 35 pacientes que diagnostiquei com a síndrome. As pessoas diziam que eu estava louca, mas percebi que havia algo de diferente ali." A descoberta também uniu famílias de diversas cidades em torno de um surpreendente ancestral comum: um tropeiro do século 18. 'A Síndrome de Li-Fraumeni me escolheu', diz médica que começou a suspeitar de mutação brasileira nos primeiros anos de carreira Arquivo Pessoal Guardião do genoma A Síndrome de Li-Fraumeni é uma série de tipos de câncer causados pela mutação no TP53, considerado um "guardião do genoma". "Quando as células se dividem e ocorre um erro, o organismo tem que corrigir esse erro para que a célula não fique alterada ou provocar a morte desta célula. O câncer ocorre quando o organismo não consegue fazer nenhuma das duas coisas, e as células danificadas se proliferam desordenadamente", explica a oncogeneticista Maria Nirvana Formiga, atual líder do departamento de oncogenética do A.C. Camargo. O TP53 executa várias funções no ciclo celular e tenta impedir justamente que as células que têm erros se proliferem, dando origem a tumores. Uma mutação nele compromete essa característica. E basta que um dos pais tenha a mudança para que ela seja passada adiante. "Uma pessoa com Li-Fraumeni basicamente tem uma chance bem superior de desenvolver câncer em determinadas partes do corpo, mais do que a população em geral", diz Formiga. Um portador ou portadora da mutação genética pode ter somente um tumor, diversos tumores independentes, como a primeira paciente de Maria Isabel Achatz, ou mesmo nunca desenvolver a doença. Mas, em geral, é comum que tenham um histórico de diversos familiares que morreram de câncer. Os tipos de câncer mais característicos da síndrome são o câncer de mama antes dos 35 anos, os chamados sarcomas ósseos ou de partes moles (que podem aparecer em diversos tecidos do corpo, como os músculos) antes dos 45 anos, leucemias, tumores nas glândulas adrenais (que ficam acima dos rins) e no sistema nervoso central. "Quando há um familiar com um desses tumores e outro familiar com outro, já consideramos que pode haver Li-Fraumeni naquela família", explica a oncogeneticista. Ancestral tropeiro No início dos anos 2000, a pesquisa de Maria Isabel Achatz chamou a atenção de um pesquisador francês, que a encorajou a descobrir o porquê da "situação única" que ela havia observado em seus pacientes no Brasil. Além de sua pesquisa em São Paulo, cientistas no Paraná e no Rio Grande do Sul já faziam questionamentos semelhantes sobre a frequência com que se deparavam com a síndrome. Ela começou pela análise do gene TP53 nas pessoas que suspeitava que sofressem de Li-Fraumeni, para encontrar a mutação que causava a doença - mutações diferentes no mesmo gene podem levar à síndrome. "Um gene é composto de cinco partes e, na época, a maioria das pessoas analisava apenas a parte central, que faz a ligação com o DNA. Mas nos meus pacientes eu não encontrava nada. Fiquei arrasada, achei que estava diagnosticando errado", relembra. Mas a geneticista descobriu que a mutação de seus pacientes estava em outra parte do gene TP53, o que tornava o Li-Fraumeni brasileiro único no mundo. Com a descoberta, ela voltou ao país e começou a pedir que alguns de seus pacientes perguntassem aos familiares se eles também não teriam interesse em saber se, por acaso, teriam a doença. Foi assim que a família da nutricionista Regina Romano, de 33 anos, descobriu por que perdia tantos membros para o câncer. "Uma sobrinha da minha avó se tratava com a doutora Maria Isabel Achatz. E aí ela começou a pesquisa e veio atrás da família no interior de São Paulo", disse à BBC Brasil. Na primeira reunião com a família, a médica se viu, pela primeira vez, explicando simultaneamente a quase 30 pessoas, na cozinha da matriarca, do que se tratava a síndrome e por que ela precisaria coletar o sangue de todos eles - ou, pelo menos, de todos os que quisessem se submeter a um teste genético. "Quando voltei para São Paulo eles me ligaram de novo e disseram que toda a família decidiu testar. Mas eu não sabia que viriam dois ônibus de turismo, porque um deles era prefeito da cidade vizinha e organizou a viagem", conta. A matriarca da família, segundo os resultados, tinha o gene defeituoso, apesar de nunca ter desenvolvido a doença. Pelo menos três de seus quatro filhos também tinham, e passaram a alguns de seus netos. "Ela disse para mim: 'Isso é coisa do meu avô tropeiro. Ele sumia uns seis meses e voltava. Acho que deixava umas famílias aí pelo caminho'. E aquilo me chamou a atenção", relembra a médica. Durante o século 18, os tropeiros eram homens que conduziam tropas de cavalos por estradas regiões Sudeste e Sul do Brasil fazendo o comércio de mercadorias. "Na época, eu comprei um livro sobre os tropeiros onde estava um mapa da rota mais comum que eles seguiam. Em seguida, marquei em outro mapa as cidades de onde vieram os pacientes que eu tinha diagnosticado. Sobrepus os dois mapas e eram idênticos." Mas se diversos tropeiros faziam a mesma rota, como saber se apenas um foi o responsável pela transmissão da síndrome de Li-Fraumeni para diversas famílias? Com o material genético dos pacientes, os pesquisadores fizeram também uma comparação de polimorfismos intragênicos - marcas específicas nos genes que só pessoas da mesma família apresentam e que funciona como uma espécie de teste de paternidade. "Encontramos em todas as nove famílias grandes que testamos o mesmo painel, e a probabilidade de encontrar isso na população é quase impossível. Ficou claro que eles têm uma origem comum. Aí fizemos uma hipótese histórica", afirma Achatz. O dilema de 'passar o gene adiante' A própria Regina Romano demorou cerca de três anos para descobrir que também carregava o "gene tropeiro" da família. Ela não estava na cozinha da avó no dia em que Maria Isabel Achatz, acompanhada de seu orientador francês, esteve lá. "Meu pai fez o teste genético, o irmão dele e mais alguns primos, mas ele não contou para mim. Só fiquei sabendo quando a médica pediu que eles refizessem o exame, porque alguns resultados se perderam", diz. Em 2014, já com o diagnóstico da síndrome, Regina descobriu um câncer de mama. "Eu já fazia acompanhamento, mas a gente nunca acha que vai ter. Então foi difícil. Eu ia casar dali a um ano, queria engravidar e dar de mamar", relembra, emocionada. A Síndrome de Li-Fraumeni não pula gerações. Isso quer dizer que a probabilidade de filhos herdarem a mutação genética dos pais é alta, mesmo que eles nunca tenham tido um câncer. Ao pensar em engravidar, Regina foi confrontada pela primeira vez com a possibilidade de que sua filha também tivesse a condição. Crianças precisam ser acompanhadas com frequência - devem fazer exames a cada quatro meses pelo menos até os cinco anos de idade - por causa do alto risco de tumores nas glândulas adrenais nesse período. Alguns pacientes, segundo médicos e psicólogos do hospital A.C. Camargo, optam por procedimentos como vasectomia e histerectomia, para evitar passar a síndrome adiante. Os especialistas também aconselham os casais sobre a possibilidade de fazer a fertilização in vitro e pré-selecionar embriões que não tenham a mutação. Regina, no entanto, decidiu enfrentar a loteria da genética. "Pra mim não fazia sentido fazer essa pré-seleção porque seria como se minha mãe tivesse dito: 'Não quero você aqui, Regina'. Meu marido e eu combinamos que aceitaríamos o que viesse, fosse com síndrome ou sem síndrome", afirma. "Mas quando eu engravidei é que veio toda a preocupação. Com um mês e meio fui tirar o sangue dela para o teste genético e acho que nunca chorei tanto." A filha de Regina não herdou a mutação da família. Mas uma sobrinha, sim. "Penso em ter outro bebê, mas é muito difícil considerar isso agora." Avós de Vânia Nascimento (centro da foto) tiveram dez filhos, mas perderam oito para o câncer Arquivo Pessoal Família de Vânia Nascimento é uma das que compartilha mutação genética que seria de um tropeiro do século 18 Arquivo Pessoal Diferenças brasileiras Por ser em um local diferente do gene TP53, a mutação brasileira faz com que a síndrome de Li-Fraumeni tenha características distintas aqui quando comparada com outros lugares do mundo. Uma delas é a probabilidade de desenvolver tumores. Em geral, portadores da síndrome, homens e mulheres, têm cerca de 90% a 100% mais chances de terem câncer do que a população em geral. No Brasil, mulheres têm cerca de 78% de probabilidade e, em homens, ela é menor do que 50%. No resto do mundo, mutações genéticas no TP53 também costumam causar câncer mais cedo - em 50% dos casos, antes dos 30 anos. No caso brasileiro, esse índice é de 30%. "Por isso, os brasileiros com a síndrome vivem mais tempo sem tumores e, por isso, têm mais probabilidade de ter filhos e de passar o gene adiante", diz a geneticista Maria Isabel Achatz. Isso pode ajudar a explicar, diz ela, por que a prevalência da doença do Sul e no Sudeste do Brasil é tão maior do que no resto do mundo. Estudos nas populações de Porto Alegre (RS) e de Curitiba (PR) demonstraram que uma em cada 300 pessoas tem a síndrome - estima-se que, atualmente cerca de 300 mil indivíduos sejam afetados no Brasil. Em outros lugares, há dados diferentes sobre prevalência da mutação, que vão de uma a cada 5 mil pessoas até uma a cada 20 mil, o que faz com que a síndrome seja considerada rara. Maria Isabel Achatz, hoje no Hospital Sírio Libanês, ainda pesquisa a hipótese de que os portadores Li-Fraumeni no Brasil vivam mais. "Conversando com os pacientes, percebi que alguns deles tinham mais de 70 anos e eram extremamente ativos, praticavam esportes, andavam de bicicleta. Eu não encontrava casos de Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, nem sinais de envelhecimento precoce, pelo contrário", relata. Se comprovada, a longevidade destes brasileiros também pode ajudar a explicar por que aqui a mutação genética se multiplicou mais rapidamente. Outro estudo em desenvolvimento, segundo a geneticista, mostra que a amamentação durante pelo menos sete meses protege mulheres com Li-Fraumeni do câncer de mama. Grande família A necessidade de acompanhamento constante pelos médicos e a origem comum da doença fez com que pacientes e especialistas decidissem organizar encontros com as famílias brasileiras com Li-Fraumeni. Em geral, eles ocorrem em hospitais, mas também podem ser eventos lúdicos, como caminhadas. E já há pelo menos um grupo de Facebook para trocar informações e marcar encontros entre familiares distantes ou entre primos que sequer se conheciam. "O hospital em São Paulo é minha segunda casa. Encontro minha família de Minas lá. Tentamos marcar os exames na mesma data para nos encontrarmos", diz a bancária Vânia Nascimento, de 41 anos, que tem Li-Fraumeni. Seu avô teve dez filhos, dos quais oito morreram de câncer. Em toda a família, de mais de 50 pessoas, pelo menos 20 manifestaram a doença. Ela foi a primeira da família que conseguiu sobreviver a um tumor. "Cada vez que alguém morria, nos perguntávamos quem seria o próximo. Não entendíamos o porquê de tantos casos. E até hoje, em alguns lugares, vou fazer exames e tenho que explicar aos médicos o que é a síndrome. Muitos não conhecem." O encontro com outros pacientes, segundo ela, é também uma maneira de entender o que o avanço das pesquisas sobre o tema e, principalmente de esclarecer as dúvidas dos novos membros da família que descobrem a herança genética. "O pessoal mais jovem quer saber com o que está lidando e encara numa boa, mas dos mais velhos, muitos não fazem os testes. Alguns não querem nem falar a respeito", conta. Para Regina Romano, conhecer a "família estendida" da síndrome ajudou a fortalecer sua disposição de encarar a doença com otimismo. "A gente vê algumas pessoas que, com qualquer coisa, já pensam: 'Eu vou morrer'. E surtam mesmo. Mas conversamos muito, e os médicos nos explicam que a cura não existe, mas as nossas chances são muito maiores se encontrarmos o tumor no comecinho." "Também conheci alguns primos de outra cidade nessas reuniões, parentes do meu pai. Nós brincamos dizendo: 'Esse maldito tropeiro saiu por aí fazendo filhos e agora estamos aqui", ri.
  7. Galáxias crescem mais e ficam mais inchadas depois que envelhecem, diz estudo 

    Estudo publicado na 'Nature Astronomy' nesta segunda-feira (23) mostra que a forma de uma galáxia está associada a sua idade.  Panorâmica da Via Láctea foi feita no deserto do Atacama, no Chile; a galáxia tem 13 bilhões de anos e não é considerada mais tão jovem Carlos Fairbairn/VC no TG Pesquisa publicada nesta segunda-feira (23) na "Nature Astronomy" mostra que as galáxias crescem mais depois que envelhecem. Elas também ficam mais inchadas e mais cheias de estrelas com o passar do tempo. O estudo foi desenvolvido por grupos de pesquisa da Universidade Nacional da Austrália e a Universidade de Sidney. "Todas as galáxias parecem esferas esmagadas; mas, na medida em que envelhecem, elas ficam mais cheias de estrelas em todas as direções", disse Matthew Calles, pesquisador da Universidade Nacional da Austrália e coautor da pesquisa, em nota. Para chegar a essas conclusões, astrônomos estudaram 843 galáxias de todos os tipos com uma variação de cem vezes em massa. O pesquisador Jesse Van de Sande, autor principal do estudo, diz que a descoberta mostra uma conexão surpreendente -- uma vez que a relação entre forma da galáxia e idade não era tão óbvia para a astronomia, pontua. "Esta é a primeira vez que mostramos que a forma e a idade estão relacionadas para todos os tipos de galáxias", disse. A idade das galáxias é medida por meio da cor. Pesquisadores sabem que estrelas, inicialmente azuis, acabam ficando vermelhas com o passar do tempo. Astrônomos também concluíram que há uma correlação entre as formas da galáxia e sua idade; quanto mais redonda a galáxia, mais velhas são as estrelas que as compõem. Segundo pesquisadores, na medida em que a galáxia envelhece, há também mudanças internas que acabam por desordenar o movimentos das estrelas. Uma galáxia é um acumulado de poeira, gás e estrelas que se mantém conectadas por questões gravitacionais. Também há um componente desconhecido dentro das galáxias, descrito como "matéria escura".
  8. Vírus Sincicial Respiratório (VSR) pode ser confundido com a gripe
    A principal sintomatologia da infecção pelo VSR é a bronquiolite. São bebês pequenos que desenvolvem falta de ar, cansaço, dificuldade respiratória e às vezes complicam até com pneumonia. Entenda o que é o vírus sincicial respiratório (VSR) Um vírus muito comum que chega junto com o outono e com o inverno é a principal causa de infecções respiratórias em crianças. O nome dele é vírus sincicial respiratório (VSR). Assim que os sintomas aparecem, a doença pode ser confundida com uma simples gripe, mas a atenção deve ser redobrada principalmente para crianças de até dois anos, pois pode levar até a internação. A dentista Fernanda Rocha de Lucca passou por um susto. A filha Laura começou a apresentar sintomas que pareciam de gripe com 48 dias de vida. “Dois dias depois ela entrou num quadro de dificuldade para respirar, vomitando nas mamadas. Fomos para o pronto-socorro achando que ia fazer uma inalação e voltaria para casa”. Foram 30 dias no hospital e a criança precisou ser entubada para continuar respirando. Tudo isso por causa de uma bronquiolite provocada pelo vírus sincicial respiratório. “A principal sintomatologia da infecção pelo VSR é a bronquiolite. São bebês pequenos que desenvolvem falta de ar, cansaço, dificuldade respiratória e às vezes complicam até com pneumonia”, explica o pediatra e infectologista Renato Kfouri. Em crianças saudáveis como a Laura, o vírus leva a quadros graves da doença e à internação, em cerca de 1% a 4% dos casos. Agora, em bebês prematuros, cardiopatas ou com problemas pulmonares o risco de hospitalização pode chegar a 25%. Não existe vacina contra o VSR, mas existe uma imunização voltada para crianças de risco. Essa imunização é feita até os dois anos de idade para evitar infecções. Ela é oferecida pelo SUS apenas para bebês do grupo de risco. A família não faz ideia de onde veio o vírus que debilitou a Laura. Por isso, hoje adotam todos os cuidados possíveis. “Hoje a gente chega da rua e lava a mão. Às vezes até troca de roupa para poder pega-la.”
  9. Bem Estar tira dúvidas sobre a vacina da gripe
    A Influenza (gripe) é uma infecção respiratória e existem três tipos: A, B e C. Os sintomas aparecem de uma hora para a outra. Bem Estar - Edição de segunda-feira, 23/04/2018 A campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira em todo o Brasil. Mas quem deve se vacinar? Qual a diferença da gripe e o resfriado? O Bem Estar tirou as dúvidas com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Carla Domingues e com a pediatra Isabela Ballalai. A Influenza (gripe) é uma infecção respiratória e existem três tipos: A, B e C. Os sintomas aparecem de uma hora para a outra e podem ser febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. Casos mais graves apresentam complicações como pneumonia e síndrome respiratória aguda grave (nesses casos é necessária a internação). O tratamento consiste em beber água, descansar e consultar um médico para receitar os medicamentos antivirais. Segundo o Ministério da Saúde, pessoas com gripe devem evitar sair de casa em período de transmissão da doença, evitar aglomerações e ambientes fechados e adotar hábitos saudáveis. Goiás registra mortes por causa da gripe Gripe e resfriado: qual a diferença? Resfriado também é uma doença respiratória, mas é causado por um vírus diferente. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. São parecidos com os da gripe, mas duram menos tempo e são mais brandos. Quais são os sintomas de alerta da gripe? Veja qual é o público-alvo para receber as doses gratuitamente no SUS: pessoas a partir de 60 anos crianças de seis meses a cinco anos trabalhadores da área de saúde professores das redes pública e privada mulheres gestantes e puérperas indígenas pessoas privadas de liberdade (incluindo adolescentes cumprindo medidas socioeducativas) profissionais do sistema prisional portadores de doenças crônicas (Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação) Os especialistas lembram que a vacina da gripe não causa gripe. Ela não contém o vírus. As reações que da vacina pode dar são: dor no braço, braço quente e inchaço. Em casos raros, a pessoa pode ter um mal-estar leve. Quem teve câncer ou está em tratamento pode tomar a vacina da gripe? Entenda o que é o vírus sincicial respiratório (VSR) Veja o resumo do Bem Estar Global em Porto Velho Entre Nessa Onda: academia trabalha movimentos específicos do surfe
  10. Vacina da gripe: Quem pode tomar? Posso ficar doente? Tire suas dúvidas 

    Com a temperatura caindo no outono e no inverno, começa a temporada de vacinação contra o vírus influenza, causador da gripe. Uma campanha nacional de imunização está em curso para grupos vulneráveis, mas todos podem tomar. Entenda.  Quem teve câncer ou está em tratamento pode tomar a vacina da gripe? A campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (23) em todo o país para pessoas com maior chance de reações graves à doença (veja abaixo). Em idosos, por exemplo, a gripe é uma condição potencialmente séria que pode levar à insuficiência respiratória. Diferentemente do resfriado, a condição deflagrada pelo influenza tem febre alta e sintomas bem mais intensos. Nas gestantes, para quem a vacina também está disponível gratuitamente, a vacina também protege contra reações graves deflagradas pelo influenza. Quem toma a vacina, está protegido contra os tipos de influenza mais comuns que estão circulando naquele território -- e não contra qualquer forma de gripe ou condição respiratória. As linhagens e tipos de vírus são definidos anualmente pela Organização Mundial de Saúde; no hemisfério Sul, os micro-organismos que devem constar no imunizante são disponibilizados em setembro do ano anterior às campanhas. Entenda o que é o vírus sincicial respiratório (VSR) Assim que a Organização Mundial de Saúde divulga os tipos de vírus, laboratórios começam a fabricar a vacina. O Instituto Butantan em São Paulo, por exemplo, que fornece a vacina para o Ministério da Saúde, começou a fabricar a vacina ainda em setembro de 2017. O imunizante contra o influenza está disponível gratuitamente para alguns grupos na rede pública, mas ela pode ser tomada por todos que quiserem evitar a doença. Na rede privada, a vacina está sendo oferecida a um preço médio de R$ 130. A dose deve ser renovada anualmente. Abaixo, tire dúvidas sobre a disponibilidade do imunizante: - Quem deve tomar a vacina? Não há quase contraindicação para a vacina. Quem não tem alergia aos componentes do imunizante, pode se vacinar. Pessoas que fizeram transplante, pessoas com pressão alta, pessoas com diabetes e outras condições, devem e podem tomar o imunizante. Aqueles que passaram por cirurgia recente ou tomaram uma outra vacina, também podem se vacinar normalmente. A infectologista e professora da Faculdade de Medicina da USP Marta Heloísa Lopes explica que, exceto uma alergia específica ao imunizante, ele pode ser administrado para todas as pessoas em todas as idades. "Todas as pessoas que não desenvolveram alergia à uma dose anterior da vacina, devem e podem tomar o imunizante", diz a especialista. Gestantes estão entre público alvo da vacinação, que começa na próxima segunda-feira (23) Karine Viana/Palácio Piratini - Quem não pode tomar a vacina? Como dito anteriormente, pessoas com alergia grave à vacina devem evitar o imunizante. Um fato importante é que, atualmente, a vacina da gripe não é mais contraindicada para quem tem alergia a ovo. "Quem tem alergia grave a ovo, pode tomar a vacina desde que esteja em um centro com a disponibilidade de atendimento em caso de reação", diz a infectologista. A infectologista indica que aqueles com alergia a ovo devem procurar um centro de referência em imunização. "Importante lembrar que a questão aqui é a alergia grave. Quem come pão, bolo, etc... não tem alergia grave", lembra. - Contra quais vírus a vacina protege? A vacina trivalente protege contra três tipos de vírus (H1N1, H3N2 e influenza B). Já a vacina tetravalente, protege contra todos os tipos da vacina tri e mais um tipo de influenza B. A vacina disponível na rede pública é a trivalente. - A vacina tem reações? Posso ficar doente? O vírus não causa reações porque está morto. A maioria das reações será consequência de processos deflagrados pelo próprio sistema imunológico. A reação mais frequente é a dor na região em que a vacina foi aplicada. Em alguns casos, há a possibilidade de um pouquinho de febre e um mal-estar geral -- também por reações ao sistema imune. Já em situações raras, é possível que ocorra reações alérgicas, como a vermelhidão na pele, lábios inchados e a língua mais grossa. "Uma reação alérgica pode ocorrer com qualquer medicamento. Tem gente que tomou dipirona a vida inteira, e um dia tem reação alérgica" pontua a infectologista da FMUSP. - A vacina está disponível gratuitamente para todos? Não. Na rede pública, a vacina está disponível somente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade. São elas: Crianças de 6 meses a 5 anos de idade; Gestantes; puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias; Idosos; Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade. Portadores de doenças crônicas (HIV, por exemplo) que fazem acompanhamento pelo SUS também têm direito á vacinação gratuita; aqueles que não têm cadastro, devem apresentar prescrição médica para acesso ao imunizante. - Qual a duração da campanha na rede pública? Quantas doses estão disponíveis? O Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses para a campanha de vacinação contra a gripe deste ano. A campanha começa nesta segunda-feira (23) e vai até o dia 1º de junho. A pasta organizará uma mobilização em um sábado (12 de maio). Chamado de "Dia D", 65 mil postos de vacinação estarão abertos. Também serão disponibilizados 27 mil veículos terrestres, marítmos e fluviais. - Qual o preço da vacina em laboratórios particulares? Em laboratórios do Grupo Dasa, que administra redes no Brasil inteiro, as vacinas tri e tetravalente (que protegem contra três tipos de vírus ou quatro) estão sendo oferecidas a um preço que varia entre 90 e 160 reais. Em algumas farmácias em São Paulo, a vacina trivalente é oferecida a um preço médio de R$ 130. - Posso pegar gripe após tomar a vacina? Não. A vacina da gripe é feito com vírus morto, inativado. Ou seja, não há a possibilidade dele atacar o organismo. O que normalmente acontece é que, como a vacina da gripe é aplicada durante o outono e inverno -- período de maior circulação do vírus causador -- é também comum que outros tipos de vírus, que não os que constam na vacina, causem a doença. Com isso, tem-se a impressão de que foi o imunizante que levou aos sintomas, mas na verdade foi outro tipo de infecção. Um outro ponto é que a vacina contra a gripe, além se ser produzida por um vírus inativado, é dividida em subunidades. "Isso quer dizer que a vacina nem o vírus inteiro tem. São pequenas partículas do vírus que estão lá", explica Marta Heloísa. - Quantas doses devo tomar? Como os vírus do influenza mudam muito, é preciso renovar a a vacina anualmente. "Os vírus da gripe sofrem pequenas mutações em sua superfície; por isso, a necesssidade de tomar novamente porque a composição da vacina muda conforme os novos vírus que vão surgindo", explica a infectologista. - Gripe e resfriado é a mesma coisa? A vacina da gripe protege contra o resfriado? A gripe é uma doença causada por um vírus específico: o influenza. Já o resfriado é também causada por vírus, mas de outros tipos, como os rinovírus. Uma diferenciação importante entre as duas condições é que na gripe há a febre alta e no resfriado os sintomas são mais brandos e a febre é menos comum e, quando ocorre, é bem mais leve. Ilustração representa vírus influenza Centers for Disease Control and Prevention/Divulgação - Além da vacina, quais outros cuidados posso tomar para evitar a doença? Lavar as mãos, utilizar lenço descartável para limpar o nariz, não compartilhar objetos de uso pessoal -- como talheres, pratos, copos ou garrafas são alguns cuidados importantes. Ambientes bem ventilados, evitar contato próximo com pessoas que apresentem os sintomas e cobrir o nariz ao tossir e espirrar. Especialistas indicam usar a área entre o braço e o antebraço para que os vírus não fiquem na mão. - Entenda os vírus causadores da gripe e as suas mutações O pediatra e infectologista Renato Kfouri explica que o vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus. Primeiro, em relação ao tipo, o influenza é dividido em A, B e C. O vírus A e B são os que infectam seres humanos; já o tipo C, não é incluído em vacinas e não tem relevância para a saúde pública até o momento. Já as formas H3N2, H1N1, dentre outras, referem-se aos subtipos do influenza A. As letras H e N referem-se a proteínas encontradas na superfície do vírus; respectivamente, hemaglutinina e neuraminidase. Os números, por sua vez, são referentes a maneira como essa proteína é apresentada. Elas podem ter uma haste mais longa ou mais curta, por exemplo. Já o influenza B é dividido em duas linhagens que passaram a circular simultaneamente nos últimos anos. Fontes: Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Grupo Dasa, a infectologista Marta Heloísa Lopes, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Renato Kfouri, pediatra, infectologista e vice-presidente da SBIm. Bem Estar - Edição de segunda-feira, 23/04/2018
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