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  1. 'Quem abusa de criança não tem transtorno mental, só se sente no direito'

    Presidente do Instituto Liberta, que atua no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, a advogada Luciana Temer defende regulamentação para a pornografia e rebate a ideia de que o abuso sexual de crianças e adolescentes é uma violência excepcional e praticada por 'monstros'. Luciana Temer é presidente do Instituto Liberta, que atua no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes BBC O discurso de que o abuso sexual de crianças e adolescentes é uma violência excepcional e praticada por "monstros" é parte das ideias que a advogada Luciana Temer quer combater. "Minha briga é mostrar para as pessoas que essa violência não é excepcional, é cotidiana. Mais do que cotidiana, ela é praticada por pessoas de bem", diz. "As pessoas que abusam de crianças não têm, a princípio, grave transtorno mental, elas só se sentem no direito. E se sentem no direito porque somos uma sociedade que permite. A gente permite porque fica em silêncio." Luciana Temer é presidente do Instituto Liberta, que atua no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, e professora da Faculdade de Direito da PUC-SP. Foi delegada de polícia, secretária da Juventude, Esporte e Lazer do Estado de São Paulo e secretária de Assistência e Desenvolvimento Social do município de São Paulo. Em entrevista à BBC News Brasil, ela defende a necessidade de começar a discutir uma regulamentação da pornografia — que ela diz ter "tudo a ver com gatilho de violência sexual contra crianças e adolescentes". "Estamos em uma delicadeza que é: como enfrentar a questão da pornografia, da violência, da sexualização precoce, sem cair em um discurso conservador, reacionário, de abstinência sexual? Esse cuidado, neste momento, temos que ter." A advogada diz que o erro do Brasil, até aqui, consiste em não enxergar o problema da violência contra crianças e adolescentes, cujo debate normalmente fica concentrado em casos específicos, como o da menina de 10 anos estuprada pelo tio desde os seis. Enquanto isso, a cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019. A professora também diz ter medo de que o Brasil retroceda no que chama de "poucas conquistas" no âmbito do combate à violência sexual, como o aborto legal (previsto, por exemplo, em casos de estupro). E defende a necessidade de falar sobre sexualidade nas escolas para que as crianças possam se proteger de eventuais situação de abuso. "A família protege? Então por que mais de 70% dos casos de violência sexual acontecem dentro das residências, a maioria com pessoas próximas — parentes e conhecidos? Esta ideia romântica de que a família é o espaço de proteção absoluta precisa ser rompida." O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou em maio balanço do Disque 100 que aponta que a violência sexual contra crianças e adolescentes acontece, em 73% dos casos, na casa da própria vítima ou do suspeito. A cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019 Getty Images Leia, a seguir, os principais pontos da entrevista (e, no fim desta reportagem, veja como denunciar): Regras para a pornografia O conteúdo pornográfico disponível na internet incita a violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo a advogada. Ela aponta que o termo "novinha" (ou teen porn, em inglês), é o mais procurado. E descreve a navegação em um site pornográfico: "Vou encontrar os seguintes títulos: ´pai se divertindo com a filha´, ´professor dando nota pra aluna´ e assim sucessivamente. Abertos, gratuitos. Isso é crime? Não, essas meninas são atrizes e estão simulando situações: o pai não é o pai da menina, ela tem mais de 18 anos, mas ela está de maria chiquinha, deitada na cama, e a simulação é que a mãe vai trabalhar e o pai entra no quarto da filha. Isto é um gatilho de violência, incitação a um tipo de violência. E minha discussão é: por que a gente permite?" "Porque não tem importância. A hora que um cara correto, legal, que tem namorada, abre o site pornográfico e vê esse título, ele não se choca, não se incomoda, não percebe a violência que tá ali. Nossa sociedade não se incomoda quando vê uma menina que nitidamente tem menos de 18 anos com um homem mais velho, na praia. Nem vai chamar a polícia." Ela defende uma regulamentação da pornografia para tirar o tema da sombra. "Tem que proibir vídeo chamando ´pai se diverte com a filha´. Não pode." "Estamos em processo de conservadorismo tão grande no Congresso Nacional, que eu tenho medo de levantar uma temática dessas e ela ser capturada por um movimento conservador que não tem nada a ver com esta lógica, que é de perseguição a liberdades, inclusive a sites pornográficos, e não é isso. Estamos em uma delicadeza que é: como enfrentar a questão da pornografia, da violência, da sexualização precoce, sem cair em um discurso conservador, reacionário, de abstinência sexual?" Além da questão da simulação do abuso de crianças e adolescentes e do aumento do consumo desse tipo de pornografia durante a quarentena, Luciana Temer aponta que as crianças têm acesso cada vez mais cedo a conteúdos de sexo que contêm violência. "Há 25 anos, quando um menino ou menina começava a ter curiosidade sexual, pegava uma revista do pai, que ia ter foto de mulher pelada, e começava a descobrir por si só a sexualidade. Hoje um menino de 11 anos dá um Google e vai ter acesso a todos os sites pornográficos, gratuitamente. (...) Aos 15, 16, ele já está entediado com o que está vendo. E aí você parte para filmes talvez mais violentos, inclusive." Falar sobre sexualidade nas escolas Luciana Temer: 'ideia romântica de que família é espaço de proteção absoluta precisa ser rompida' Getty Images Diferentemente da violência contra a mulher, que entrou na pauta de discussão nos últimos anos, Luciana Temer diz que o abuso de crianças e adolescentes está fora do debate — e esse é o problema hoje, na avalição dela. "Até agora, o Brasil não enxergou este problema. Meu medo é que a gente faça mais errado ainda. Meu medo atual é que a gente retroceda nas poucas conquistas que a gente teve", diz. Entre possíveis retrocessos, ela cita a discussão, por parlamentares, de retirar da legislação a permissão do aborto legal em casos de estupro. Hoje, o artigo 128 do Código Penal permite o aborto em casos de estupro e se não há outro meio de salvar a vida da gestante. E uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu também o aborto em casos de feto anencéfalo. Outro risco, na avaliação dela, é não falar sobre sexualidade nas escolas. "Como posso acreditar que tenho que deixar questão da sexualidade única e exclusivamente para os pais, quando sei que a maioria das violências acontecem dentro da residência, por pessoas conhecidas, inclusive pais, padrastos, tios, avós? Eu não posso tirar da escola essa possibilidade de discutir sexualidade, desde com crianças muito pequenas - para que, se vítimas, possam identificar e falar sobre elas — até meninas adolescentes, que se sentem culpadas pela violência que sofrem." "Esta ideia de que a família protege é uma ideia romântica. A família protege? Então por que mais de 70% dos casos de violência sexual acontecem dentro das residências, a maioria com pessoas próximas — parentes e conhecidos? Esta ideia romântica de que a família é o espaço de proteção absoluta precisa ser rompida." É também devido à violência dentro de casa que ela se posiciona contra a possibilidade de educação de crianças exclusivamente no domicílio. "Com altíssimos índices de violência intrafamiliar, você não pode tirar da criança o direito de ir pra escola. Um dos problemas gravados no confinamento é justamente que a criança não está tendo acesso ao espaço onde tem um adulto de confiança a quem pode denunciar, que é a escola." 'Não é pedofilia' Luciana Temer aponta que o uso do termo "pedofilia" para caracterizar as violências contra crianças e adolescentes não é adequada, já que se trata de um transtorno mental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A pedofilia é classificada pela OMS como uma "preferência persistente ou predominante pela atividade sexual com crianças ou criança pré-púberes". "Ser um pedófilo não significa que eu seja um criminoso — posso me tratar e nunca praticar crime. (...) As pessoas que abusam de crianças não têm, a princípio, grave transtorno mental, elas só se sentem no direito. E se sentem no direito porque somos uma sociedade que permite. A gente permite porque fica em silêncio. Se eu tenho pessoa na família que sofre violência sexual eu prefiro abafar essa questão, 'afinal seu tio é meio maluco mesmo, só não vou deixar você com ele', porque assim acho que não estou estigmatizando meu filho ou filha." "Quando você fala de pedófilo, você fala de monstro, uma coisa excepcional. A minha briga é mostrar para as pessoas que essa violência não é excepcional, é cotidiana. Mais do que cotidiana, ela é praticada por pessoas de bem. Por que uma pessoa como João de deus praticou durante anos violência sexual contra mulheres que não denunciaram? Ou as poucas denúncias foram desacreditadas? Porque ele é um homem do bem. A gente não imagina que o violador sexual pode ser essa figura. A gente está falando de pais que abusam de filhas dentro de casa, ou tios, ou avós, e que são pessoas queridas da família." Ela diz que a sociedade precisa mudar a forma como encara o crime sexual. "A vítima não pode ser de nenhuma forma estigmatizada ou olhada de um jeito estranho porque foi vítima de crime sexual. Enquanto a gente faz isso, a gente silencia, deixa impune e permite a perpetuação desse crime." Como denunciar violência sexual? Se a violência estiver acontecendo neste momento ou a criança estiver correndo risco imediato, a recomendação de especialistas é de ligar para a polícia. A Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190 em casos gerais de necessidade imediata ou socorro rápido. A ligação é gratuita. Outros números são o 192, do serviço de atendimento médico de emergência, e o 193, do Corpo de Bombeiros. Pelo Disque 100, que também é uma ligação gratuita e funciona 24 horas, é possível fazer denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa. Também é possível fazer a denúncia pelo aplicativo Proteja Brasil, disponível para iOs e Android.
  2. Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 20 de setembro, segundo consórcio de veículos de imprensa

    País tem 136.677 óbitos confirmados e 4.531.539 diagnósticos de Covid-19. O Brasil tem 136.677 mortes e 4.531.539 casos de coronavírus confirmados até as 13h deste domingo (20), segundo o consórcio de veículos de imprensa. Mortes: 136.677 Casos: 4.531.539 Goiás e Roraima divulgaram novos dados desde o último balanço consolidado, das 20h de sábado (20). Até as 20h de sábado (20), o Brasil tinha 136.565 mortes confirmadas por coronavírus. Dessas, 708 foram confirmadas em 24 horas. A média móvel de novas mortes estava em 756 óbitos por dia, uma variação de -9% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, eram 4.528.347 até as 20h de sábado, com média móvel de novos casos de 30.356 por dia, uma variação de -23% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil Dois estados apresentaram alta de mortes no balanço de sábado: RJ e PE. O governo de Pernambuco afirma que, em 3 de setembro, retirou dos balanços 65 mortes de pessoas que moravam em outros estados ou países mas morreram no estado, o que afetou a média móvel de sábado. (Às 8h, o consórcio divulgou o primeiro boletim do domingo, que registrou 13.575 mortes e 4.528.756 casos) EM VÍDEO: Veja todos os detalhes sobre o uso de máscaras Brasil, 19 de setembro Total de mortes: 136.565 Registro de mortes em 24 horas: 708 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 756 por dia (variação em 14 dias: -9%) Total de casos confirmados: 4.528.347 Registro de casos confirmados em 24 horas: 30.913 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 30.356 por dia (variação em 14 dias: -23%) Estados Subindo (2 estados): RJ e PE Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (14 estados): PR, RS, MG, SP, GO, MS, MT, AP, PA, RO, BA, MA, PI e RN Em queda (10 estados e o DF): SC, ES, DF, AC, AM, RR, TO, AL, CE, PB e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com alta de mortes em 19/09/2020 G1 Estados com mortes em estabilidade em 19/09/2020 G1 Estados com mortes em queda em 19/09/2020 G1 Sul PR: -4% RS: -3% SC: -29% Sudeste ES: -42% MG: -11% RJ: +20% SP: -1% Centro-Oeste DF: -32% GO: -7% MS: -7% MT: -15% Norte AC: -27% AM: -67% AP: +8% PA: +5% RO: +2% RR: -73% TO: -20% Nordeste AL: -19% BA: -2% CE: -36% MA: +3% PB: -27% PE: +19% PI: -8% RN: -8% SE: -37% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
  3. Quatro cientistas brasileiras criam produto para combater o envelhecimento da pele que será lançado nos EUA

    Pesquisadoras desenvolveram algoritmo e criaram peptídeo com potencial de ser utilizado em outros tecidos do corpo Todas estão na faixa dos 30 anos e são PhDs em campos do conhecimento como bioquímica, imunologia e bioinformática. Carolina Oliveira, Alessandra Zonari, Mariana Boroni e Juliana Lott de Carvalho são cientistas, pesquisadoras e empreendedoras. Em outubro, as quatro amigas lançarão, nos Estados Unidos, um produto capaz de reverter o envelhecimento da pele, fruto de anos de trabalho. Quem me conta a trajetória do quarteto é Carolina, que se mudou para San Francisco, na Califórnia, para transformar o sonho em realidade. Alessandra se juntou a ela depois do pós-doutorado em Portugal. Mariana e Juliana são, respectivamente, pesquisadoras do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e da UnB (Universidade de Brasília), e permanecem no Brasil, de onde participam do projeto. “O objetivo inicial era analisar a eficácia dos produtos voltados para combater o envelhecimento. Nosso trabalho seria uma prestação de serviço para checar a eficiência do que estava disponível para os consumidores. A ciência evoluiu muito nos últimos dez anos, mas a indústria cosmética não incorporou as inovações. As opções atuais são temporárias e voltadas para encobrir os efeitos do envelhecimento, não tratam das causas. Algumas são até intervenções invasivas que podem ter efeitos colaterais. Isso nos fez abandonar a ideia de analisar o que havia no mercado e investir na criação do nosso próprio produto”, diz. Da esquerda para a direita, Alessandra Zonari, Juliana Lott de Carvalho, Mariana Boroni e Carolina Oliveira: cientistas, pesquisadoras e empreendedoras Divulgação Numa primeira etapa, desenvolveram um algoritmo capaz de medir a idade da pele, testado em centenas de amostras. Na fase seguinte, criaram o OS-1, um peptídeo, que é uma biomolécula composta de aminoácidos. Nos testes clínicos, o OS-1 aumentou a espessura da epiderme, melhorou sua elasticidade e textura, e reduziu a quantidade de células senescentes numa proporção entre 25% e 40%. “Diminuímos a idade molecular da pele sem efeitos colaterais. Podemos identificar a sua idade e quanto rejuvenesceu, é o DNA que está dizendo, e não o marketing”, enfatiza. O mais bonito disso tudo: o peptídeo tem potencial para ser aplicado em outros tecidos, com a mesma finalidade. O suplemento tópico OS-1 da OneSkin, nome da empresa das cientistas, será lançado primeiro nos EUA, mas elas têm planos de levá-lo para outros países, inclusive o Brasil. Foi em 2016 que conseguiram o apoio da IndieBio, uma aceleradora de empresas iniciantes. “No Brasil, ainda há pouco interesse na área da biotecnologia, e aqui tivemos acesso a uma rede de mentores e investidores”, explica Carolina, acrescentando que a pele, o maior órgão do corpo, não tem o espaço que merece nas pesquisas: “trata-se de uma barreira natural contra infecções e agressões do meio ambiente, inclusive a poluição. É um componente vital para a saúde e a longevidade, mas vai ficando mais sujeita a doenças, como psoríase, eczemas e câncer. O acúmulo de células senescentes na pele nos levou a formular uma hipótese audaciosa: será que a sua deterioração não teria influência no nível de inflação do corpo, já que a barreira de proteção diminui? Nesse caso, um produto capaz de reverter seu envelhecimento poderia beneficiar o organismo como um todo”. Como este blog abordou em diversas ocasiões, a idade cronológica é marcada pela data do aniversário, mas há muito o que fazer em relação à idade biológica – justamente a proposta das pesquisadoras: “temos como modular algumas variáveis da idade biológica com exercício, alimentação adequada e sono de qualidade, por exemplo. Nosso suplemento tópico vai auxiliar a retardar o processo de envelhecimento, que não deve ser encarado como um limitador para as pessoas terem uma vida plena de significado. Também queremos inspirar meninas a seguir o caminho da ciência e mostrar que cientistas podem, sim, empreender”, finaliza Carolina. Nada como uma história bacana como essa para animar o domingo!
  4. Brasil chega a 136.565 mortes por Covid e passa de 4,5 milhões de casos

    País tem 136.565 óbitos confirmados e 4.528.347 diagnósticos de Covid-19, segundo o consórcio dos veículos de imprensa. Brasil passa de 4,5 milhões de casos de Covid O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste sábado (19). O país registrou 708 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 136.565 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 756 óbitos, uma variação de -9% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, já são 4.528.347 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 30.913 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 30.356 por dia, uma variação de -23% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil No total, 2 estados apresentaram alta de mortes: RJ e PE. No caso de Pernambuco, o governo do estado lembra que no dia 3 deste mês foram retiradas 65 mortes dos registros de óbitos no estado - pessoas que moravam em outros estados e outros países e morreram em PE. Com isso, ao calcular a variação da média móvel agora, há uma distorção no dado, ressalta. Brasil, 19 de setembro Total de mortes: 136.565 Registro de mortes em 24 horas: 708 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 756 por dia (variação em 14 dias: -9%) Total de casos confirmados: 4.528.347 Registro de casos confirmados em 24 horas: 30.913 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 30.356 por dia (variação em 14 dias: -23%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 135.872 mortes e 4.498.227 casos; e às 13h, com 136.035 mortes e 4.503.002 casos confirmados.) Estados Subindo (2 estados): RJ e PE Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (14 estados): PR, RS, MG, SP, GO, MS, MT, AP, PA, RO, BA, MA, PI e RN Em queda (10 estados e o DF): SC, ES, DF, AC, AM, RR, TO, AL, CE, PB e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com alta de mortes em 19/09/2020 G1 Estados com mortes em estabilidade em 19/09/2020 G1 Estados com mortes em queda em 19/09/2020 G1 Sul PR: -4% RS: -3% SC: -29% Sudeste ES: -42% MG: -11% RJ: +20% SP: -1% Centro-Oeste DF: -32% GO: -7% MS: -7% MT: -15% Norte AC: -27% AM: -67% AP: +8% PA: +5% RO: +2% RR: -73% TO: -20% Nordeste AL: -19% BA: -2% CE: -36% MA: +3% PB: -27% PE: +19% PI: -8% RN: -8% SE: -37% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
  5. Governo 'confirma intenção' de aderir à Covax, iniciativa que busca vacina para Covid-19

    Prazo original para a inscrição no programa ia até a meia-noite desta sexta (18). Obter uma vacina com eficácia comprovada não será suficiente para conter a pandemia, pois será necessário garantir sua distribuição Reuters n O governo federal anunciou, por volta das 21h30 desta sexta-feira (18), que "confirma a intenção" de aderir à Covax Facility, programa mundial para impulsionar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19. O prazo original para inscrição vai até a meia-noite desta sexta. (Veja íntegra da nota ao final desta reportagem). Na quinta (17), o país havia solicitado à Aliança Global de Vacinação (Gavi, na sigla em inglês) uma extensão do prazo, que termina à meia-noite, para formalizar seu envolvimento. A Secretaria de Comunicação Social informou ao G1 que o prazo foi estendido, e que a confirmação de intenção não sinaliza que o Brasil já aderiu ao programa. O G1 entrou em contato com a Gavi para confirmar a extensão do prazo que disse em nota neste sábado (19) que ele já havia se encerrado. Eles disseram também que pretendem fazer um anúncio sobre a aliança na próxima segunda-feira. Na quinta-feira, a agência de notícias Reuters apurou com um representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) que "vários países da América Latina" manifestaram a intenção de solicitar que o prazo seja estendido. Doença que pausou testes da AstraZeneca pode não ter relação com a vacina, diz Oxford ESPECIAL: Candidatas a vacina para a Covid-19 Covax, a coalizão para garantir vacina contra coronavírus às nações mais pobres Vacinas mais avançadas contra a covid-19 estão sendo testadas no Brasil Reuters via BBC Mais de 170 países aderiram à Covax, uma alocação global de vacinas contra o novo coronavírus coliderada pela OMS que visa impulsionar o desenvolvimento de vacinas para combater a pandemia de Covid-19, informou o diretor-geral da instituição, Adhanom Ghebreyesus. "Mais de 170 países aderiram à Covax, ganhando acesso garantido ao maior portfólio mundial de vacinas candidatas", afirmou Tedros, em comentários pré-gravados em um webinar na quinta. O diretor também pediu que os países aderissem à iniciativa. “Exorto os países que ainda não aderiram à Covax a fazê-lo até o prazo de amanhã”, disse. Veja a íntegra da nota do governo: "O governo brasileiro, após tratativas com a Aliança GAVI, confirma a intenção de aderir à COVAX Facility, iniciativa inédita que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento e proporcionar mundialmente o acesso equitativo a vacinas contra a Covid-19. O Ministério da Saúde tem atuado em diversas frentes para alcançar com agilidade e segurança uma solução efetiva para a cura da Covid-19. A aquisição de uma vacina segura e eficaz é prioridade do governo federal." VÍDEOS: Vacinas para a Covid-19 xi Initial plugin text
  6. Escola que tiver caso de Covid deve reavaliar manutenção de atividades, diz ministério em guia sobre retomada

    Guia do Ministério da Saúde traz dicas básicas e indica que gestores devem avaliar situação de cada município e estado. O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (18) um documento sobre a retomada das atividades escolares. Nas 16 páginas do arquivo (Orientações para retomada segura das atividades presenciais nas Escolas de Educação Básica no Contexto da Pandemia da Covid-19, aqui em PDF), a pasta compila dicas básicas de higiene e reforça que a responsabilidade na condução do processo de reabertura é das autoridades locais. Em um dos pontos, o Ministério se propõe a responder à pergunta: "O que fazer com casos de Covid-19 na escola?". "Em situação de caso confirmado, os profissionais e a comunidade escolar devem ser informados, e as atividades escolares devem ser reavaliadas" - Ministério da Saúde A pasta não divulgou orientações mais específicas e não respondeu, durante coletiva de imprensa nesta sexta, qual o protocolo exato que deve ser adotado nessa situação ou quais as possíveis consequências da "reavaliação". Crianças e Covid-19: veja em 7 pontos o que a ciência já sabe sobre o tema OMS alerta para prejuízos no fechamento prolongado de escolas durante a pandemia No documento, o ministério apenas cita que "é necessário acompanhar as normativas estaduais e municipais sobre o retorno às aulas, distanciamento social e demais iniciativas de enfrentamento da Covid-19". "A finalidade [do guia] é garantir condições de segurança para quando voltarem as aulas, as escolas terem condições de higiene e os alunos retomem às aulas com segurança", disse Élcio Franco, secretário-executivo do ministério. Medidas de prevenção Além do ponto sobre a reavaliação das atividades quando houver casos confirmados, o ministério lista medidas de prevenção: Capacitar profissionais Manter comunicação constante com a comunidade escolar Preservar distância mínima de 1 metro entre alunos Uso de máscara pelos alunos Evitar atividades em grupo Limpeza das mãos e etiquetas respiratórias Manter ambientes limpos Evitar uso de áreas comuns "O retorno às aulas será decidido pelo gestor local baseado em aspectos relativos a variação da curva epidemiológica, a capacidade de resposta da rede de atenção à saúde e a outros critérios que ele poderá considerar para tomar essa decisão." - Élcio Franco, secretário-executivo Rio de Janeiro vive vai e vem de reabertura das escolas particulares Repasse de verba O Ministério da Saúde informou ter repassado R$ 454,3 milhões para apoiar as atividades de retomada nas escolas. "Esse recurso ele pode ser utilizado para comprar exatamente o que o muitos gestor tem dificuldade para comprar: como álcool gel, como material de higiene, de limpeza, máscara para criança e adolescente que acharem necessário", disse Raphael Câmara Parente, secretário de Atenção Primária à Saúde. Escolas privadas de Natal foram as primeiras a retomarem aulas presenciais no Rio Grande do Norte, durante a pandemia da Covid-19 Anna Alyne Cunha VÍDEOS: Boas iniciativas durante a pandemia
  7. Atmosfera ácida e temperaturas altíssimas de Vênus podem ser o futuro da Terra, dizem astrônomos

    Acredita-se que Vênus já teve oceanos, mas se tornou o planeta mais quente do Sistema Solar por causa de um aquecimento global descontrolado. Aquecimento global na Terra pode transformar planeta em local inóspito como é Vênus. Pixabay "A Terra pode esquentar tanto por causa do aquecimento global que começará a se transformar em um planeta inóspito e ácido como Vênus." Parece profecia, mas a frase é um alerta do astrofísico especialista em atmosfera venusiana, Pedro Machado, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em Portugal. "Parece um cenário dantesco, mas infelizmente um aquecimento global descontrolado na Terra pode fazer com toda a água que temos hoje evapore", explica Machado. Ele é colaborador do grupo de cientistas que anunciou nesta semana a descoberta de fosfina nas nuvens de Vênus, apontando para a possibilidade de existência de vida microbiana no planeta. O astrônomo Lewis Dartnell, professor da Universidade de Westminster, no Reino Unido, e autor do livro 'Origens: Como a Terra Nos Criou', também acredita nesta possibilidade de a Terra se transformar em um lugar como Vênus. "[Com o aumento das temperaturas] Os mares começarão a evaporar muito mais rápido. Todo esse vapor na atmosfera vai agir como um gás de efeito estufa e aprisionar mais do calor do sol na Terra; os oceanos irão ferver até secar e as próprias rochas começarão a se quebrar para liberar enormes quantidades de dióxido de carbono", diz Dartnell. A "boa notícia", brinca Machado, é que a catástrofe ambiental e climática terrestre por causa do aquecimento global pode não ser tão devastadora quanto foi no planeta vizinho. Gás, água e gelo: entenda o que a ciência já achou e onde concentra as buscas por vida fora da Terra Anúncio de sinal de vida em Vênus é 'imprudente' e 'precipitado', diz astrofísica brasileira associada à Nasa "A água dos oceanos funciona como uma esponja que retira o dióxido de carbono da atmosfera. Estimamos que, na sua origem, Vênus também tinha água líquida, mas em uma quantidade bem menor que a Terra. Além disso, Vênus está 30% mais perto do sol do que a gente, recebendo o dobro da radiação solar por segundo", explica o astrofísico português. Dartnell lembra, contudo, que o sol está ficando cada vez mais quente e, por isso, a vantagem de estar mais longe dele não será tão relevante no futuro como é atualmente. "O sol está ficando cada vez mais quente e brilhante à medida que envelhece como uma estrela. Portanto, em algum ponto no futuro, a Terra ficará muito quente e começará a se transformar em um planeta como Vênus", diz Dartnell. Aquecimento global terrestre e venusiano Imagem do planeta Vênus é uma combinação de dados da espaçonave Magellan da Nasa e da Pioneer Venus Orbiter NASA / JPL-Caltech No caso da Terra, há ainda que se considerar na conta do aquecimento global a ação do homem, que tem acelerado o fenômeno, principalmente, com a queima de combustíveis fósseis. De acordo com um relatório publicado em 2018 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), agência ligada à ONU, o aquecimento global causado pela ação humana já pode ser observado em diversos fatores que incluem mudanças de temperaturas tanto nas superfícies terrestres quanto nos oceanos. Também há evidências de que o aquecimento global tenha alterado a frequência e a duração das ondas de calor marinhas e o volume de chuvas, em escala global, além da acentuação das secas na região mediterrânea. "O controle das emissões de dióxido de carbônico é algo sério, que deveria ser seguido à risca, mas estamos vendo justamente o contrário em algumas partes", alerta Machado. Sem ação, temperaturas podem subir de 3 a 5 graus Celsius neste século, diz representante da ONU Emissão de gases precisa cair mais de 7% ao ano para evitar aumento de 3,2°C na temperatura, diz ONU "Quando queimamos e desmatamos as florestas, estamos liberando para a atmosfera o dióxido de carbono que a natureza aprisionou por anos seguidos. Estamos libertando o dragão", diz Machado, citando como exemplo os incêndios e as queimadas que ocorrem na Amazônia e no Pantanal. "A árvore ainda é a tecnologia mais eficiente para retirar o dióxido de carbono da atmosfera e desacelerar o aquecimento global", afirma o astrofísico. A astrofísica Stephane Vaz Werner, pesquisadora da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, explica que é justamente a enorme concentração de dióxido de carbono que faz de Vênus o planeta mais quente do Sistema Solar, com cerca de 460ºC. "A atmosfera de Vênus é tão espessa que os raios solares ficam 'presos' no planeta. Esse processo mantém sua temperatura muito alta", explica Werner. A astrofísica afirma que o efeito estufa que acontece no planeta vizinho é muito mais intenso do que o que ocorre na Terra por causa da água líquida. "Mas a essência do efeito estufa em Vênus e na Terra é o mesmo", diz Werner. "Vênus é o melhor exemplo de como o aquecimento global pode acabar com as condições favoráveis à vida. Ele já foi considerado um irmão gêmeo da Terra, mas evoluiu de modo diferente e se transformou em um incinerador capaz de derreter até metal e chumbo", aponta Machado. Refugiados do clima Em 2016, a Nasa, agência espacial americana, publicou um estudo afirmando que, por 2 milhões de anos, Vênus possivelmente teve uma temperatura habitável, um clima temperado e água líquida em sua superfície. Devido ao aquecimento global, os oceanos secaram e a atmosfera se tornou uma espécie de estufa muito espessa, aprisionando o calor no planeta. Apesar de a atmosfera de Vênus ser um incinerador com centenas de graus celsius, como descreveu Machado, a superfície do planeta tem temperaturas muito mais amenas. "A medida que subimos na superfície de Vênus, temperatura e pressão diminuem. No ponto onde foi localizada a fosfina, por exemplo, a temperatura fica em torno de 20ºC", explica Machado. Vida nas nuvens de Vênus teria que ser 'muito simples', diz pesquisadora após descoberta do gás fosfina Por isso, para Dartnell, se realmente for comprovada a existência de vida microbiana nas nuvens de Vênus, estaremos diante do que o astrônomo chama de "refugiados do clima". "Se os mares venusianos tinham vida, à medida que o planeta ficou cada vez mais quente durante esse processo de efeito estufa descontrolado, as formas de vida microbiana precisaram migrar cada vez mais para cima na atmosfera para permanecer na zona habitável. Nesse sentido, se há vida nas nuvens ácidas de Vênus hoje, elas seriam refugiadas do clima de uma superfície escaldante", diz Dartnell. VÍDEOS: descoberta de fosfina em Vênus
  8. Trump prevê doses suficientes de vacina contra o coronavírus para toda a população dos EUA até abril

    Presidente quer começar a distribuir doses antes das eleições para que a população esteja imunizada até abril. Autoridades de saúde, porém, acham difícil haver resultados antes da votação. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa nesta sexta (18) Kevin Lamarque/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (18) que prevê que o país terá doses suficientes de uma vacina contra a Covid-19 para toda a população americana até abril. Segundo Trump, as vacinas contra o novo coronavírus começarão a ser disponíveis apenas 24 horas depois da aprovação pelas autoridades de saúde federais. Até agora, todas as candidatas ainda estão em fases de testes. "Centenas de milhões de doses estarão disponíveis a cada mês, então esperamos ter vacinas o suficiente para todos os americanos até abril", disse. Entenda as fases de testes para aprovação de uma vacina O presidente vinha dizendo que a vacinação começaria antes das eleições presidenciais de 3 de novembro, em que Trump tentará se reeleger. No entanto, as maiores autoridades de saúde dos EUA acham o prazo pouco realista, uma vez que os ensaios clínicos continuam em andamento. COVID-19: Conheça as candidatas a vacina As principais farmacêuticas que atuam na busca por um imunizante contra a Covid-19 disseram que não pularão etapas, em um compromisso para evitar que uma vacina sem eficácia ou que ofereça riscos seja distribuída nos EUA e no mundo. ELEIÇÕES 2020: Biden e Trump trocam farpas em dia de campanha Laboratório espera resultado em novembro Uma placa na entrada da sede da Moderna, que está desenvolvendo uma das candidatas à vacina contra o coronavírus, em Cambridge, Massachusetts, EUA Brian Snyder/Reuters O laboratório americano Moderna, um dos mais avançados na pesquisa por uma vacina nos EUA, não descarta apresentar resultados ainda em outubro. Porém, os representantes da empresa acreditam que só em novembro haverá dados que permitirão avaliar a eficácia da candidata. "Nosso plano de base, o mais provável, é novembro", disse seu presidente-executivo, Stéphane Bancel, à emissora CNBC na quinta-feira. Entretanto, o prazo pode ser estendido. "Nosso melhor plano é outubro, é improvável, mas possível. E se a taxa de infecções no país diminuir nas próximas semanas, pode atrasar para dezembro, nosso pior cenário". O outro estudo de fase 3 em andamento nos Estados Unidos está sendo liderado pela Pfizer, e um terceiro é conduzido pela AstraZeneca em parceira com a Universidade de Oxford. Anvisa permite mais 5 mil voluntários em testes da vacina; total chega a 10 mil Os testes da instituição britânica, porém, ainda estão interrompidos nos EUA após o laboratório parar os ensaios para reavaliar possíveis colaterais. Após constatarem que a internação de uma paciente não tinha relação com a vacina, os testes foram considerados seguros e voltaram no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul — mas não nos EUA. PLAYLIST: Novidades sobre a busca por uma vacina contra a Covid-19 Initial plugin text
  9. Restrições são retomadas em países da Europa para conter aumento nos casos de coronavírus

    Países temem uma possível segunda onda de infecções da Covid-19; continente chegou a ser considerado o epicentro da pandemia de Covid-19 entre março e abril. Freira sobe as escadas da estação de metrô na Praça do Sol, centro de Madri, nesta sexta-feira (18) Manu Fernandez/AP eses o Países da União Europeia voltaram a decretar medidas de distanciamento social e restrições de deslocamento para conter um novo avanço da pandemia de Covid-19 na região. Nesta sexta-feira (18), a capital da Espanha decretou o bloqueio em zonas que abrigam 13% da população de Madri. No sul da França, a cidade de Nice voltou a proibir reuniões de mais de 10 pessoas em espaços públicos. A Dinamarca e a Grécia já oficializaram também a imposição de limite de pessoas em reuniões, fechamento de bares e o aumento nas restrições em áreas mais afetadas. No sentido contrário, o governo da Itália anunciou que, a partir do próximo domingo, as competições esportivas ao ar livre poderão receber até 1 mil espectadores. Fora do bloco europeu, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reconheceu que uma segunda onda de contágios pelo coronavírus é inevitável, mas procura não falar em um novo lockdown – fechamento total do país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação nesta quinta-feira (17) com a aceleração da pandemia na Europa em setembro. No dia 11, segundo a entidade, o continente alcançou um recorde diário de casos, com 54 mil registros em 24 horas. Fechamento em Madri Pessoas usam máscara de proteção contra o novo coronavírus no centro de Madri nesta sexta-feira (18) Manu Fernandez/AP Epicentro da pandemia da Covid-19 na Espanha, o governo de Madri anunciou que, a partir da próxima segunda (21), moradores de algumas áreas da capital terão restrições de mobilidade. A medida afeta cerca de 13% da população da capital. Os moradores destas zonas poderão sair de seus bairros apenas para tratar de "questões básicas", como trabalhar, ir ao médico, ou levar os filhos à escola. Além disso, reuniões estarão limitadas a um máximo de seis pessoas. A Espanha em mais de 640 mil casos confirmados de Covid-19. Restrições em Nice (França) Mulheres usam máscaras protetoras após um mergulho em uma praia do Mediterrâneo em Nice, no sul da França, neste sábado (16) Valery Hache / AFP A cidade de Nice, na Riviera Francesa, vai proibir as reuniões de mais de 10 pessoas em espaços públicos. A medida tenta conter uma alta no número de infecções por Covid-19 na região. A cidade tem uma incidência 3 vezes maior que a do resto do país – com 150 casos por 100 mil habitantes. Apenas nas últimas 24 horas, a França registrou um recorde de 13.201 casos novos confirmados de coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde. Essa foi a contagem diária mais alta do país desde o início da pandemia. Reino Unido: '2ª onda de contágios é inevitável' Centro de testes para o diagnóstico do coronavírus em Southampton, na Inglaterra, nesta quarta-feira (16) Andrew Matthews/AP O novo coronavírus está em aceleração em todo o Reino Unido, com as internações por Covid-19 dobrando a cada oito dias, disse nessa sexta o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock. Ele não confirmou, no entanto, se outra quarentena nacional será imposta no próximo mês. O primeiro-ministro, Boris Johnson, afirmou que uma segunda onda de contágios de coronavírus é inevitável, mas disse que não quer decretar uma nova quarentena, e que há estudos sobre todas as possibilidades. O Reino Unido tem o 5º maior número de mortes provocadas pelo novo coronavírus do mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins. Dinamarca e Grécia Na Dinamarca, a primeira-ministra Mette Frederiksen decretou que o limite de pessoas em reuniões públicas vai ser reduzido de 100 para 50 pessoas. Além disso, bares e restaurantes fecharão mais cedo. Na sexta-feira, o país registrou 454 novas infecções, número próximo ao recorde de 473 em abril. Na Grécia, que saiu praticamente ilesa da primeira onda de Covid-19 que atingiu a Europa em março e abril, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis disse que o governo está pronto para apertar as restrições na área da grande Atenas à medida que os casos se acelerassem. Italia amplia a reabertura As arquibancadas ao redor da quadra central do 'Foro Italico' são vistas vazias durante uma partida entre Novak Djokovic e Salvatore Caruso no Aberto da Itália, em Roma, na quarta-feira (16) Alfredo Falcone/LaPresse via AP Diferente dos outros países da região, a Itália já anunciou a volta de competições esportivas com torcida de até 1 mil pessoas. A medida passa a valer a partir de domingo, às vésperas do início da nova temporada do futebol. A Itália, que no fim de agosto registrou o maior número de novas infecções por Covid-19 desde maio, reabriu a maioria das escolas na segunda-feira (14). O país registra 293 mil casos totais e 35,6 mil mortos pela doença. VÍDEOS: Notícias internacionais o Initial plugin text
  10. Síndrome rara que já atingiu 197 crianças e jovens pós-Covid no Brasil poder causar febre e mais 8 sintomas
    Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) pode ser desenvolvida em pessoas de 0 a 19 anos que foram previamente infectadas. Quatorze morreram por complicações. Doença atinge crianças e jovens que já tenham contraído Covid-19 O Brasil já registrou 197 casos e 14 óbitos de crianças e jovens que desenvolveram uma síndrome inflamatória rara após terem sido infectados pelo novo coronavírus, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) pode se desenvolver em pessoas de 0 a 19 anos que tiveram Covid-19 previamente e que, inclusive, já estão curadas da doença. "Cabe ressaltar que estas ocorrências foram raras até o momento, frente ao grande número de casos com boa evolução da doença entre crianças e adolescentes", afirmou o Ministério da Saúde. "Esses casos começaram a ser reportados na Europa, nos Estados Unidos e depois aqui no Brasil. Eles foram classificados como uma síndrome inflamatória pós-Covid", explica o infectologista e pediatra membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri. A maioria dos casos (38%) está entre crianças de 0 a 4 anos. São 75 registros da síndrome nessa faixa etária. Em seguida, está a faixa dos 5 aos 9 anos, com 65 casos; dos 10 aos 14, com 49; e de 15 a 19, com 8 casos. O primeiro critério para avaliação dessa síndrome é que o paciente tenha tido Covid-19 previamente. Entre os sintomas, estão: febre conjuntivite manchas vermelhas no corpo problemas gastrointestinais dor abdominal vômitos inchaço nas articulações tosse falta de ar "São sintomas muito parecidos com os da Síndrome de Kawasaki, que também só atinge crianças e jovens. Mas é uma síndrome nova, e ninguém sabe ainda o porquê de algumas crianças estarem tendo isso depois da Covid-19, e outras não", afirma o infectologista Kfouri. Esse foi o caso de João Vitor, de 6 anos. Ele apresentou febre por cinco dias, fortes dores abdominais e manchas no corpo. A família do menino o levou a quatro médicos diferentes até conseguir receber um diagnóstico. "Um deles chegou a dizer que era dor psicológica", conta Fernanda Janneo, tia dele. Quatro dias após o início dos sintomas, quando a conjuntivite apareceu, os médicos conseguiram realizar o diagnóstico. João Vitor está internado desde 5 de setembro no Hospital Universitário da USP. Ele foi para a UTI e chegou a ser entubado. “Primeiro, falaram que era Síndrome de Kawasaki. Depois, descobriram que ele já teve Covid-19. A gente não sabia, ele foi assintomático. Foi então que classificaram como essa síndrome pós-Covid”, explica Fernanda. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a principal diferença entre as duas síndromes é que a SIM-P registra maior frequência de manifestações gastrointestinais e de disfunção miocárdica nos pacientes. Além disso, a SIM-P também afeta crianças mais velhas, enquanto a Síndrome de Kawasaki é predominante em crianças até os cinco anos de idade. A nova síndrome, que é considerada rara, foi registrada em 14 das 27 unidades federativas do país. O estado que registrou mais casos (21%) é o Ceará, com 41 notificações. Em seguida, estão: Pará (24 casos), Rio de Janeiro (22), São Paulo (19) e Distrito Federal (19). Também foram registrados casos em Alagoas (9), Bahia (11), Espírito Santo (8), Minas Gerais (5), Paraíba (6), Pernambuco (9), Piauí (6), Rio Grande do Norte (9) e Rio Grande do Sul (9). Entre as 14 mortes, 64% foram registradas em crianças de 0 a 4 anos. Foram 9 óbitos nessa faixa etária. As mortes aconteceram nos estados da Bahia (1), Ceará (2), Pará (3), Paraíba (2), Pernambuco (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (3) e São Paulo (1). O pediatra Kfouri afirma que o tratamento para essa síndrome inflamatória consiste num suporte cardiovascular, com remédios para o coração e também para a inflamação. A doença se tornou notificação obrigatória no Ministério da Saúde em 17 de agosto, a pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria. Além disso, desde 24 de julho, o ministério disponibiliza uma plataforma online para monitorar casos de SIM-P associados à Covid-19. Initial plugin text
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