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  1. Brasileira com suspeita de coronavírus nas Filipinas está sem sintomas, diz embaixador do Brasil; diagnóstico sai na quarta
    Paciente mora em Wuhan e apresentou febre durante férias no país. Vírus deixou 56 mortos na China. Brasileira com suspeita de coronavírus passará por exames nas Filipinas O embaixador do Brasil nas Filipinas, Rodrigo do Amaral Souza, confirmou que uma criança brasileira de 10 anos está internada no país com suspeita de coronavírus. Segundo o embaixador, ela está bem e não apresenta sintomas no momento, mas o resultado dos exames deve ficar pronto apenas na quarta-feira (29). As informações são do Hora 1. A criança é filha de mãe colombiana e pai brasileiro. Eles moram na cidade chinesa de Wuhan e viajaram para Filipinas de férias. Como a menina apresentou febre, a família procurou o hospital. Por precaução, toda a família está internada em isolamento. Transmissão do vírus O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse neste domingo que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. A infecção causada pelo vírus matou 80 pessoas no país, de acordo com balanço deste domingo (26). Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados. Como medida de prevenção do surto, o governo chinês anunciou no domingo que vai estender o recesso de Ano Novo até o dia 2 de fevereiro em todas as escolas do país. Ainda neste domingo, a China anunciou uma proibição nacional da venda de animais silvestres em mercados, restaurantes e plataformas de comércio eletrônico. Acredita-se que o vírus tenha se originado no final do ano passado em um mercado na cidade chinesa de Wuhan, que vendia ilegalmente animais selvagens.
  2. Qual é o ponto fraco do tardígrado, a criatura mais resistente do planeta

    Com menos de um milímetro de comprimento, estes animais são capazes de sobreviver a uma fogueira, ao congelamento e até mesmo ao vácuo do espaço. Os tardígrados podem sobreviver a temperaturas extremas, sendo quase indestrutíveis Science Photo Library/BBC A estratégia de sobrevivência dos tardígrados, animais microscópicos conhecidos como "ursos d'água", é simples, porém eficaz: eles retraem suas oito patas e a cabeça e se deixam desidratar. Assim, ainda que essas criaturas sejam atiradas em uma fogueira, submetidas ao vácuo do espaço ou congeladas, elas sobreviverão. Não à toa, são conhecidas como as criaturas mais resistentes do planeta. Mas um grupo de cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, identificou o que pode ser uma ameaça para esses seres aparentemente indestrutíveis: o aquecimento global. Uma pesquisa de 2018 já havia alertado que a espécie de tardígrado que vive na Antártida, a Acutuncus antarcticus, poderia ser extinta devido ao aumento da temperatura dos oceanos. Mas, na semana passada, pesquisadores da universidade dinamarquesa publicaram um estudo sugerindo que outra espécie, a Ramazzottius varieornatus, apresenta o mesmo ponto fraco. A pesquisa se baseou em espécies encontradas em países nórdicos, segundo informou Ricardo Cardozo Neves, principal autor do estudo, publicado na revista científica Scientific Report. O aquecimento global pode ser o principal inimigo dos tardígrados Getty Images/BBC "Nossos resultados mostram que os tardígrados metabolicamente ativos são vulneráveis ​​a altas temperaturas; no entanto, a aclimatação poderia fornecer uma maior tolerância a essas temperaturas ", observa o estudo. Não é a temperatura, é questão de tempo Em estudos anteriores, os cientistas descobriram que os tardígrados têm o que parece ser uma espécie de superpoder. Quando desidratam, eles retraem a cabeça e as oito patas, se encolhendo em uma pequena bola, e entram em um estado profundo de animação suspensa que se parece muito com a morte. Eles perdem quase toda a água do corpo — e seu metabolismo diminui para 0,01% da taxa normal. E tem mais: quando estão ativos, são capazes de suportar temperaturas de até 150 graus acima e abaixo de zero. Mas é aí que vem a pergunta: se são tão resistentes, quanto a temperatura da água teria que aumentar para ser um problema? Segundo os cientistas, não se trata da temperatura, mas do tempo de exposição a ela. Os tardígrados são pequenas criaturas de oito patas com menos de um milímetro de comprimento Getty Images/BBC Durante o estudo, apenas as 50% das espécies metabolicamente ativas submetidas a temperaturas de 37,1º C, sem aclimatação, por 24 horas, conseguiram sobreviver. Isso mostrou, de acordo com Cardozo Neves, que o aumento da temperatura no planeta poderia ser praticamente letal para as espécies. "Podemos concluir que os tardígrados ativos são vulneráveis ​​a altas temperaturas que permanecem constantes", afirma o pesquisador na publicação. "Mas com uma aclimatação prévia, é possível que essas criaturas possam se adaptar ao aumento das temperaturas em seu habitat natural." No estudo, as amostras da espécie que foram aclimatadas antes de serem submetidas a 37,1º C conseguiram sobreviver em maior porcentagem. E, se estavam desidratadas, conseguiam suportar temperaturas próximas a 60° C. "Os tardígrados desidratados são muito mais resistentes e podem suportar temperaturas muito mais altas do que os tardígrados ativos." "No entanto, o tempo de exposição é claramente um fator que limita sua tolerância a altas temperaturas ", conclui o estudo.
  3. Chegam a 80 as mortes por coronavírus na China

    Casos já são 2.744. Segundo ministro, vírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas; governo chinês estendeu recesso escolar e proibiu venda de animais silvestres para tentar conter contágio. Médicos ajudam paciente a sair de uma ambulância em Euhan, na província de Hubei, na China, no domingo (26) Chinatopix via AP Subiu para 80 o número de mortos por coronavírus na China, segundo as autoridades locais. Neste domingo (26), foram relatadas mais 24 mortes na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan - local mais afetado. O país anunciou ainda que chegou a 2.761 casos, sendo 2.744 na China e 17 nos territórios de Hong Kong, Macau e Taiwan. Também neste domingo, o ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados. Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas globalmente em 2002 e 2003. Como medida de prevenção do surto, o governo chinês anunciou que vai estender o recesso de Ano Novo até o dia 2 de fevereiro em todas as escolas do país. Ainda neste domingo, a China anunciou uma proibição nacional da venda de animais silvestres em mercados, restaurantes e plataformas de comércio eletrônico. Acredita-se que o vírus tenha se originado no final do ano passado em um mercado na cidade chinesa de Wuhan, que vendia ilegalmente animais selvagens. O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus Número de países com casos confirmados Enquanto isso, os Estados Unidos confirmaram mais três casos da doença, chegando agora a cinco. Segundo o Departamento de Saúde Pública, as pessoas retornaram de viagens a Wuhan e, ao apresentar sintomas, foram a hospitais - duas na Califórnia e uma no Arizona - onde estão recebendo tratamento. Seus nomes e localizações exatas não foram divulgados. Os dois primeiros casos tinham sido registrados em Washington e Illinois. Vista de Wuhan, na China, após o anúncio do banimento da circulação de veículos não essenciais, no domingo (26) cnsphoto via Reuters Criança brasileira com suspeita da doença Uma criança brasileira de 10 anos está internada nas Filipinas com suspeita de coronavírus, segundo o site da rede local ABS-CBN News. Ela esteve na cidade chinesa de Wuhan com os pais, que também estão em isolamento no mesmo hospital, por precaução. Segundo o doutor Audie Cipriano, chefe dos médicos do hospital ng Palawan, em Puerto Princesa, a criança foi hospitalizada com febre e dificuldade para respirar na madrugada de sábado, enquanto seu pai apresentava apenas dor de garganta. Enquanto a ABS-CBN News diz que o paciente é um menino, a CNN de Manila afirma que se trata de uma menina, que mora na China com a família e estava passando férias nas Filipinas. Além da criança brasileira, uma menina taiwanesa de seis anos também está em isolamento por suspeita de contaminação. Ela tem pneumonia, e seus pais disseram que ela teve contato com pessoas que estiveram em Wuhan, cidade chinesa que registra a grande maioria dos casos. As duas crianças ainda aguardam os resultados de seus testes, e devem permanecer em isolamento por um período de cinco a 14 dias. Raio X do novo coronavírus Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 Bebê entre os infectados Segundo o jornal estatal "Diário do Povo" de domingo (26), um bebê de 9 meses está entre os pacientes diagnosticados com a doença em Pequim. A capital da China registrou ao menos 68 infectados por coronavírus desde o início do surto, em 31 de dezembro. China atualiza para 56 o número de mortos por coronavírus Reunião com OMS O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, está a caminho de Pequim onde vai se reunir com o governo chinês e especialistas para discutir sobre o atual surto de coronavírus. O executivo escreveu em seu Twitter que a visita vai "estreitar a colaboração" entre a entidade e o país asiático. Ghebreyesus escreveu que a visita deve contribuir com ações de proteção do país. Ele pediu também que pesquisadores e cientistas que tenham estudos sobre o vírus aprovados em periódicos científicos mas que não tenham sido publicados, que compartilhem as descobertas com a organização. Retirada de estrangeiros Os Estados Unidos organizam o retorno de cidadãos americanos e diplomatas da cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. Segundo a Embaixada dos norte-americana na China, um voo partirá da cidade com destino a San Francisco, Califórnia, na terça-feira (28). França, Japão e Coreia do Sul organizam ações similares em parceria com as autoridades chinesas. O rei Abdullah II, da Jordânia, destinou uma aeronave para evacuar cidadãos de seu país na China. Segundo a rede de notícias CNN, a ação já foi autorizada pelas autoridades chinesas. A província de Hubei tinha 13 cidades com restrições de circulação até sexta-feira, o que afeta cerca de 40 milhões de pessoas. Na manhã de domingo (26, horário local), foi anunciado que a cidade de Tianjin também irá interromper a circulação de todos os ônibus intermunicipais para tentar conter a disseminação do vírus. Vacinas contra o vírus A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou na quinta um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. A Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Funcionários usando máscaras são vistos do lado de fora da Disneyland Hong Kong, fechada, no domingo (26) Reuters/James Pomfret China suspende viagens turísticas A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir de segunda-feira (27) para tentar conter o surto de coronavírus. Neste sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas. Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde sexta-feira (24). Os parques de diversões de Hong Kong Disneyland e Ocean Park serão fechados a partir deste domingo (26) para evitar a propagação do vírus. Em Xangai, o governo também anunciou que o parque da Disney ficará fechado. A China está em feriado do Ano Novo Lunar, período em que os parques costumam ficar cheios de turistas. Casos de coronavírus pelo mundo Arte/G1 Initial plugin text
  4. Criança brasileira com suspeita de coronavírus está internada nas Filipinas, diz emissora

    Pais também estão em isolamento, por precaução. Família passou por Wuhan, na China, antes de criança de 10 anos ser hospitalizada com febre e dificuldades para respirar. Família brasileira está internada nas Filipinas com suspeita de coronavírus Uma criança brasileira de 10 anos está internada nas Filipinas com suspeita de coronavírus, segundo o site da rede local ABS-CBN News. Ela esteve na cidade chinesa de Wuhan com os pais, que também estão em isolamento no mesmo hospital, por precaução. Segundo o doutor Audie Cipriano, chefe dos médicos do hospital ng Palawan, em Puerto Princesa, a criança foi hospitalizada com febre e dificuldade para respirar na madrugada de sábado, enquanto seu pai apresentava apenas dor de garganta. Enquanto a ABS-CBN News diz que o paciente é um menino, a CNN de Manila afirma que se trata de uma menina, que mora na China com a família e estava passando férias nas Filipinas. Passageiros vindo de Guangzhou, na China, usam máscaras ao desembarcar no Aeroporto Internacional Ninoy Aquino, em Pasay, nas Filipinas, em 23 de janeiro Reuters/Eloisa Lopez Além da criança brasileira, uma menina taiwanesa de seis anos também está em isolamento por suspeita de contaminação. Ela tem pneumonia, e seus pais disseram que ela teve contato com pessoas que estiveram em Wuhan, cidade chinesa que registra a grande maioria dos casos. As duas crianças ainda aguardam os resultados de seus testes, e devem permanecer em isolamento por um período de cinco a 14 dias. Quinto caso nos EUA Neste domingo (26), os Estados Unidos confirmaram mais três casos da doença, chegando agora a cinco. Segundo o Departamento de Saúde Pública, as pessoas retornaram de viagens a Wuhan e, ao apresentar sintomas, foram a hospitais - duas na Califórnia e uma no Arizona - onde estão recebendo tratamento. Seus nomes e localizações exatas não foram divulgados. Antes dos sintomas O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse, também neste domingo, que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. A infecção causada pelo vírus matou 56 pessoas no país. Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados. Como medida de prevenção do surto, o governo chinês anunciou no domingo que vai estender o recesso de Ano Novo até o dia 2 de fevereiro em todas as escolas do país. O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus Número de países com casos confirmados Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas globalmente em 2002 e 2003. Ainda neste domingo, a China anunciou uma proibição nacional da venda de animais silvestres em mercados, restaurantes e plataformas de comércio eletrônico. Acredita-se que o vírus tenha se originado no final do ano passado em um mercado na cidade chinesa de Wuhan, que vendia ilegalmente animais selvagens. Raio X do novo coronavírus Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 Bebê entre os infectados Segundo o jornal estatal "Diário do Povo" de domingo (26), um bebê de 9 meses está entre os pacientes diagnosticados com a doença em Pequim. A capital da China registrou ao menos 68 infectados por coronavírus desde o início do surto, em 31 de dezembro. China atualiza para 56 o número de mortos por coronavírus Reunião com OMS O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, está a caminho de Pequim onde vai se reunir com o governo chinês e especialistas para discutir sobre o atual surto de coronavírus. O executivo escreveu em seu Twitter que a visita vai "estreitar a colaboração" entre a entidade e o país asiático. Ghebreyesus escreveu que a visita deve contribuir com ações de proteção do país. Ele pediu também que pesquisadores e cientistas que tenham estudos sobre o vírus aprovados em periódicos científicos mas que não tenham sido publicados, que compartilhem as descobertas com a organização. Ambulância cruza uma ponte em Wuhan, na província de Hubei no sábado (25); a cidade está isolada após surto de coronavírus Chinatopix/AP Retirada de estrangeiros Os Estados Unidos organizam o retorno de cidadãos americanos e diplomatas da cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. Segundo a Embaixada dos norte-americana na China, um voo partirá da cidade com destino a San Francisco, Califórnia, na terça-feira (28). França, Japão e Coreia do Sul organizam ações similares em parceria com as autoridades chinesas. O rei Abdullah II, da Jordânia, destinou uma aeronave para evacuar cidadãos de seu país na China. Segundo a rede de notícias CNN, a ação já foi autorizada pelas autoridades chinesas. Mortes pelo coronavírus Dados divulgados pelo governo local no domingo mostram que o número de mortes causadas pelo coronavírus na China chegou a 56, incluindo a primeira vítima fatal em Xangai. O número de pessoas que já tiveram diagnósticos da doença confirmados no país ultrapassa os 2 mil. A província de Hubei tinha 13 cidades com restrições de circulação até sexta-feira, o que afeta cerca de 40 milhões de pessoas. Na manhã de domingo (26, horário local), foi anunciado que a cidade de Tianjin também irá interromper a circulação de todos os ônibus intermunicipais para tentar conter a disseminação do vírus. Vacinas contra o vírus A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou na quinta um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. A Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Portão trancado no parque temático da Disney em Hong Kong Tyrone Siu/Reuters China suspende viagens turísticas A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir de segunda-feira (27) para tentar conter o surto de coronavírus. Neste sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas. Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde sexta-feira (24). Os parques de diversões de Hong Kong Disneyland e Ocean Park serão fechados a partir deste domingo (26) para evitar a propagação do vírus. Em Xangai, o governo também anunciou que o parque da Disney ficará fechado. A China está em feriado do Ano Novo Lunar, período em que os parques costumam ficar cheios de turistas. Casos de coronavírus pelo mundo Rodrigo Sanches/Arte G1 Initial plugin text
  5. Hong Kong proíbe entrada de viajantes que passaram por província afetada por surto de coronavírus

    Território semi-autônomo da China anunciou no domingo que fechará as fronteiras para moradores de Hubei e viajantes que tenham passado pela região nos últimos 14 dias. Coronavírus: oficial com máscara protetora verifica temperatura de passageiro em um pedágio entre Xianning e Wuhan, na China, em meio às restrições de circulação de pessoas, que tenta frear a expansão da doença Martin Pollard/Reuters/Arquivo Autoridades de Hong Kong proibiram que moradores da província chinesa de Hubei, epicentro do surto de coronavírus, entrem na cidade. A ação deste domingo (26) é uma resposta à pressão que o território sofre para aprovar medidas preventivas de contenção da epidemia. A proibição de entrada inclui aqueles que estiveram na província nos últimos 14 dias, mas excluem os cidadãos de Hong Kong. A China concentra o maior número de infecções por uma nova cepa do coronavírus, são mais de 2 mil casos no país asiático e 56 mortes confirmadas. Ao menos 12 países tiveram casos confirmados de infecção por coronavírus. Até o momento, além da China, que tem o maior número de confirmações da doença, onze países em quatro continentes já identificaram e isolaram pacientes com coronavírus. Manifestações Mais cedo um grupo de manifestantes incendiou o saguão de um prédio residencial recém-construído em Hong Kong que as autoridades planejavam usar como quarentena para o surto de coronavírus. Segundo a agência de notícias Reuters, uma testemunha teria visto manifestantes mascarados, vestidos de preto, entrando no quarteirão público no distrito de Fanling, perto da fronteira com a China. Os bombeiros conseguiram apagar o fogo e os danos pareciam estar confinados à área do lobby. Centenas de policiais também agiram, prendendo pelo menos uma pessoa. Bloqueio de estradas Pela manhã, centenas de moradores de Hong Kong haviam bloqueado as estradas que levavam ao prédio com tijolos e outros detritos, para protestar contra os planos de converter o prédio em uma zona de quarentena, quando o número de casos confirmados na cidade subiu para seis. As autoridades de Hong Kong se recusaram a bloquear o fluxo de visitantes da China continental através de várias passagens de fronteira terrestre. As conexões diretas de trem e voo de e para Wuhan foram suspensas. A capacidade do novo coronavírus se espalhar está se fortalecendo e as infecções podem continuar aumentando, disse a Comissão Nacional de Saúde da China neste domingo, com quase 2.000 pessoas na China infectadas e 56 mortas pela doença. VÍDEOS Autoridades europeias estão em alerta para evitar transmissão do novo coronavírus Epicentro do novo coronavírus, cidade de Wuhan está isolada China atualiza para 56 o número de mortos por coronavírus
  6. Diretor-geral da OMS diz estar a caminho de Pequim para reunião com autoridades chinesas sobre coronavírus

    Representante da Organização Mundial da Saúde disse em uma rede social que visita ao país asiático trará avanços na proteção contra o surto. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Valentin Flauraud/Keystone via AP/Arquivo O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse neste domingo (26) que viaja à China onde vai se reunir com o governo de Pequim e especialistas para discutir sobre o atual surto de coronavírus. O executivo escreveu em seu Twitter que a visita vai "estreitar a colaboração" entre a entidade e o país asiático. Ghebreyesus escreveu que a visita deve contribuir com ações de proteção do país. Ele pediu também que pesquisadores e cientistas que tenham estudos sobre o vírus aprovados em periódicos científicos mas que não tenham sido publicados, que compartilhem as descobertas com a organização. Initial plugin text "Estou a caminho de Pequim, China, para me reunir com o Governo e especialistas em saúde para dar apoio à resposta ao coronavírus", escreveu em seu Twitter. "Meus colegas da OMS e eu gostaríamos de conhecer os mais recentes avanços e aproximar nossas parcerias com a China para fornecer proteção futura contra o surto." Transmissão fortalecida O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse em coletiva de imprensa no domingo que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas globalmente em 2002 e 2003. Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados. Vacinas contra o vírus A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou na quinta um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Hospitais de emergência A China deve construir um segundo hospital de emergência na cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus no país. Neste sábado (25), o veículo estatal "Diário do Povo" informou que o prazo previsto para a entrega das obras é de duas semanas. Foto aérea mostra escavadeiras no canteiro de obras do novo hospital dedicado a pacientes do novo coronavírus em Wuhan. STR/AFP O novo centro terá capacidade para 1.300 leitos, que serão adicionados aos 1 mil planejados em um primeiro hospital na mesma cidade. Na sexta-feira (24), o governo chinês anunciou a construção, em apenas dez dias, de um centro de tratamento para pacientes infectados com coronavírus. Coronavírus pelo mundo Ao menos 12 países tiveram casos confirmados de infecção por coronavírus. Até o momento, além da China, que tem o maior número de confirmações da doença, onze países em quatro continentes já identificaram e isolaram pacientes com coronavírus. Casos de coronavírus pelo mundo Rodrigo Sanches/Arte G1 China suspende viagens A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir de segunda-feira (27) para tentar conter o surto de coronavírus. Neste sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas. Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde sexta-feira (24). Fora do epicentro da doença, quatro cidades – incluindo Pequim e Xangai – anunciaram a suspensão da circulação de ônibus de longa distância. Segundo a agência France Presse, essa medida afetará milhões de viajantes por conta do feriado do Ano Novo Chinês. Além disso, a província de Guangdong, a mais populosa da China, impôs neste domingo a seus 110 milhões de habitantes a obrigação de usar máscara respiratória. Essa imposição – também aplicada na província de Jiangxi e em outras grandes cidades – já está em vigor em Wuhan. Quase todas as mortes foram registradas em Wuhan ou na província de Hubei, mas neste domingo o vírus fez sua primeira vítima fatal em Xangai, grande metrópole financeira do leste do país. VÍDEOS Autoridades europeias estão em alerta para evitar transmissão do novo coronavírus Epicentro do novo coronavírus, cidade de Wuhan está isolada China atualiza para 56 o número de mortos por coronavírus Initial plugin text
  7. Pequim tem 68 casos de coronavírus; criança de 9 meses é mais jovem infectada, diz jornal

    Publicação estatal "Diário do Povo" disse neste domingo (26) que bebê de 9 meses está entre os infectados da capital chinesa. A capital da China registrou ao menos 68 infectados por coronavírus desde o início do surto, em 31 de dezembro. Segundo o jornal estatal "Diário do Povo" de domingo (26), um bebê de 9 meses está entre os pacientes diagnosticados com a doença em Pequim. A China concentra o maior número de infecções por uma nova cepa do coronavírus, são mais de 2 mil casos no país asiático e 56 mortes confirmadas. O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus Número de países com casos confirmados A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta da doença depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, epicentro deste surto. Apesar dos números, a OMS afirmou nesta quinta que "ainda é cedo" para declarar emergência internacional devido às infecções do coronavírus. China atualiza para 56 o número de mortos por coronavírus Transmissão fortalecida O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse em coletiva de imprensa no domingo que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas globalmente em 2002 e 2003. Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados. Mais jovens escaparam da pneumonia Na quinta-feira (23) um estudo mostrou que mais de 52% das vítimas fatais de coronavírus eram idosos e com alguma doença crônica. No dia seguinte, um artigo publicado pela revista "Lancet" apontou que a maioria dos sobreviventes tinham até 49 anos e eram saudáveis. A pesquisa analisou os 41 primeiros pacientes do novo coronavírus confirmados entre 16 de dezembro e 2 de janeiro - seis deles morreram, e todos têm entre 49 e 66 anos. Nenhuma criança ou adolescente foi infectado e todos os sobreviventes tinham entre 25 e 53 anos. Vacinas contra o vírus A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou na quinta um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Coronavírus pelo mundo Ao menos 12 países tiveram casos confirmados de infecção por coronavírus. Até o momento, além da China, que tem o maior número de confirmações da doença, onze países em quatro continentes já identificaram e isolaram pacientes com coronavírus. Casos de coronavírus pelo mundo Rodrigo Sanches/Arte G1 Entre os casos confirmados pelo governo chinês, ao menos 14 estão em províncias e territórios autônomos da República Popular da China: a ilha de Taiwan já registrou 3 casos, Macau tem 5 e Hong Kong, 6. China suspende viagens A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir de segunda-feira (27) para tentar conter o surto de coronavírus. Neste sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas. Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde sexta-feira (24). Fora do epicentro da doença, quatro cidades – incluindo Pequim e Xangai – anunciaram a suspensão da circulação de ônibus de longa distância. Segundo a agência France Presse, essa medida afetará milhões de viajantes por conta do feriado do Ano Novo Chinês. Além disso, a província de Guangdong, a mais populosa da China, impôs neste domingo a seus 110 milhões de habitantes a obrigação de usar máscara respiratória. Essa imposição – também aplicada na província de Jiangxi e em outras grandes cidades – já está em vigor em Wuhan. Quase todas as mortes foram registradas em Wuhan ou na província de Hubei, mas neste domingo o vírus fez sua primeira vítima fatal em Xangai, grande metrópole financeira do leste do país. Initial plugin text
  8. Comércio de animais selvagens aumenta o risco de epidemias

    Assim como o vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), novo coronavírus, que já causou 56 mortes, pode ter origem em animais silvestres vendidos para consumo humano. Homem usa máscara em supermercado em Pequim, na China, neste domingo (26) Carlos Garcia Rawlins/Reuters O vírus da SARS, transmitido por animais, revelou há 17 anos o perigo envolvendo o comércio de espécimes selvagens, uma prática generalizada que, segundo os cientistas, representa um risco significativo para a saúde humana, como evidenciado pela aparição de um novo coronavírus na China. Assim como o vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), esse novo coronavírus, que já causou 56 mortes e afeta quase 2.000 pessoas, pode ter origem em animais silvestres vendidos para consumo humano. O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus Número de países com casos confirmados Embora ainda não se tenha chegado a uma conclusão sobre a origem da epidemia, as autoridades de saúde chinesas apontam para espécies selvagens que eram vendidas ilegalmente no mercado de Wuhan, no centro da China. Nesse mercado eram vendidos animais vivos tão variados quanto ratos, coiotes e salamandras gigantes. Neste domingo, Pequim anunciou uma proibição temporária do comércio de animais silvestres. O comércio de carne desses animais, além de contribuir para a destruição de habitats, faz com que os seres humanos tenham contato cada vez mais próximo com vírus que eles carregam e que podem se espalhar rapidamente em nosso mundo ultraconectado, explica Peter Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, uma ONG especializada na prevenção de doenças infecciosas. De acordo com o projeto Global Virome, que visa melhorar a maneira de lidar com as pandemias, existem mais de 1,7 milhão de vírus não descobertos na vida selvagem e quase metade deles pode ser prejudicial aos seres humanos. "A nova regra será a de pandemias com cada vez mais frequência", disse Daszak, que enfatizou que "estamos cada vez mais em contato com animais portadores desses vírus". 'Tradição cultural' A origem animal de várias doenças infecciosas que surgiram desde os anos 1980 foi estabelecida: o civet - um pequeno carnívoro - para a SARS, que causou centenas de mortes na China e Hong Kong em 2002-2003; o morcego em relação ao ebola; e o macaco na origem do HIV (vírus da aids). A carne de aves e gado pode estar na origem de doenças como Creutzfeldt-Jakob e gripe aviária. "Para o futuro das espécies selvagens e para a saúde humana, precisamos reduzir o consumo desses animais", diz Diana Bell, bióloga especializada em doenças e proteção da vida selvagem na Universidade de East Anglia (Reino Unido). Ainda assim, o consumo de carne desses animais não é necessariamente perigoso, uma vez que a maioria dos vírus morre quando o portador morre. No entanto, elementos patogênicos podem ser transmitidos aos seres humanos durante sua captura, transporte ou abate, principalmente se forem realizados em condições sanitárias precárias ou sem equipamento de proteção. As autoridades chinesas tentaram resolver o problema promovendo a criação em cativeiro desses animais. Isso inclui espécies ameaçadas, como tigres, muito apreciadas na China e no resto da Ásia, onde são atribuídas virtudes afrodisíacas. Segundo grupos ambientalistas, a demanda chinesa, incentivada pelo aumento do poder de compra, é o principal motor do comércio mundial dessa carne. Uma ação que também é apoiada por uma indústria agroalimentar que gera desconfiança após uma sucessão de escândalos, aponta Yang Zhanqiu, biólogo da Universidade de Wuhan. "É muito difícil interromper uma atividade com 5.000 anos de tradição cultural", admite Daszak, que espera que as novas gerações mudem seus hábitos alimentares graças a campanhas de conscientização, apoiadas por celebridades chinesas. "Acho que daqui a 50 anos isso será coisa do passado", afirmou. Initial plugin text
  9. Países organizam retirada de estrangeiros de Wuhan após bloqueios por surto de coronavírus

    Estados Unidos, Japão e França trabalham junto com o governo chinês para transportar cidadãos de volta a seus países de origem em meio a isolamento de cidade. Ambulância cruza uma ponte em Wuhan, na província de Hubei no sábado (25); a cidade está isolada após surto de coronavírus Chinatopix/AP Os Estados Unidos, que confirmaram neste domingo (26) o terceiro caso de coronavírus importado no país, organizam o retorno de cidadãos americanos e diplomatas da cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. Segundo a Embaixada dos norte-americana na China, um voo partirá da cidade com destino a San Francisco, Califórnia, na terça-feira (28). O avião, com cerca de 230 pessoas, levará diplomatas do consulado dos EUA em Wuhan e suas famílias. Em um comunicado, o serviço de relações exteriores norte-americano disse que cidadãos também poderão embarcar, mas há vagas limitadas. Novo coronavírus pode se espalhar antes do aparecimento de sintomas O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus Número de países com casos confirmados Os japoneses também serão evacuados. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse no domingo que o país deve organizar um voo para retirar expatriados que vivem em Wuhan. Segundo o mandatário, a ação é coordenada em colaboração com a China. Aviso no aeroporto de Tóquio alerta para surto de coronavírus em Wuhan, na China Reuters França, Jordânia e Índia A ministra da Saúde francesa, Agnès Buzyn, disse que a França enviará um avião para evacuar cidadãos franceses em Wuhan. No sábado (25), a Peugeot informou que vai repatriar funcionários franceses alocados em Wuhan. Segundo um porta-voz da empresa, 38 pessoas serão evacuadas da região com a colaboração de autoridades chinesas e do consulado geral da França na região. O rei Abdullah II, da Jordânia, destinou uma aeronave para evacuar cidadãos de seu país na China. Segundo a rede de notícias CNN, a ação já foi autorizada pelas autoridades chinesas. Passageiros usam máscaras para evitar a contaminação pelo coronavírus em estação ferroviária de alta velocidade, em Hong Kong, nesta quarta-feira (22) Kin Cheung/AP No domingo, o ministro de Relações Exteriores da Índia disse que o país está acompanhando a situação de perto e que mantém contato com indianos residentes na província de Hubei, onde fica Wuhan. Em uma rede social, Raveesh Kumar escreveu que cidadãos indianos recebem apoio do consulado da Índia e que não foram afetados pelos bloqueios. Wuhan está com o tráfego de veículos suspenso, e diversas cidades da província de Hebei, da qual a cidade faz parte, estão adotando a paralisação do transporte público e admitem a possibilidade de fechar os acessos, para impedir a propagação do coronavírus, o que dificulta a saída de estrangeiros. China suspende viagens turísticas A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir de segunda-feira (27) para tentar conter o surto de coronavírus. Neste sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas. Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde sexta-feira (24). Fora do epicentro da doença, quatro cidades – incluindo Pequim e Xangai – anunciaram a suspensão da circulação de ônibus de longa distância. Segundo a agência France Presse, essa medida afetará milhões de viajantes por conta do feriado do Ano Novo Chinês. Além disso, a província de Guangdong, a mais populosa da China, impôs neste domingo a seus 110 milhões de habitantes a obrigação de usar máscara respiratória. Essa imposição - também aplicada na província de Jiangxi e em outras grandes cidades - já está em vigor em Wuhan. Quase todas as mortes foram registradas em Wuhan ou na província de Hubei, mas neste domingo o vírus fez sua primeira vítima fatal em Xangai, grande metrópole financeira do leste do país. Casos de coronavírus pelo mundo Rodrigo Sanches/Arte G1 Transmissão fortalecida O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse em coletiva de imprensa no domingo que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas globalmente em 2002 e 2003. Jornalista usa uma máscara protetora durante coletiva com ministro da Comissão de Saúde da China, Ma Xiaowei sobre o surto do novo coronavírus em Pequim Thomas Peter/Reuters Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados. Mortes na China Dados divulgados pela China no sábado mostram que o número de mortes causadas pelo coronavírus chegou a 56, incluindo a primeira vítima fatal em Xangai. De acordo com a agência Reuters, 1.975 pessoas já tiveram diagnósticos da doença confirmados no país e 49 estão curadas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan. Foram, então, adotadas medidas como isolamento de pacientes e realização de exames para identificar a origem da doença. Apesar dos números, a OMS afirmou nesta quinta que "ainda é cedo" para declarar emergência internacional devido às infecções do coronavírus. VÍDEOS China atualiza para 56 o número de mortos por coronavírus Coronavírus: infectologista explica o que é o vírus, sintomas e prevenção Initial plugin text
  10. Os remédios que podem mudar quem você é

    Eles estão ligados à raiva ao volante, vício em jogos de azar e cometimento de fraudes. Alguns nos tornam menos neuróticos, outros podem até moldar nossos relacionamentos. Acontece que muitos medicamentos comuns não afetam apenas nosso corpo — eles afetam nosso cérebro. Por quê? Remédios Getty Images O "Paciente Cinco" tinha quase 50 anos quando uma consulta médica mudou sua vida. Ele tinha diabetes e se inscreveu em um estudo para ver se tomar estatina — um tipo de medicamento para baixar o colesterol — poderia ajudar. Até aí, tudo bem. Mas logo depois que ele começou o tratamento, sua esposa começou a notar uma transformação sinistra. Antes um homem razoável, ele se tornou explosivamente nervoso e desenvolveu uma tendência a sentir muita raiva dirigindo. Por medo do que poderia acontecer, o Paciente Cinco parou de dirigir. Mesmo como passageiro, suas explosões muitas vezes obrigavam sua esposa a interromper suas viagens e voltar para casa. Depois, ela o deixava assistindo TV para se acalmar. A mulher passou a ficar cada vez mais preocupada com sua próprua segurança. Então, um dia, o Paciente Cinco teve uma epifania. "Ele pensou: 'Parece que esses problemas começaram quando eu comecei a participar desse estudo'", diz Beatrice Golomb, que lidera um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego. Alarmado, o casal voltou-se para os organizadores do estudo. "Eles foram muito hostis. Disseram que não tinha nada a ver, que ele precisava continuar tomando o medicamento e que deveria permanecer no estudo", diz Golomb. Ironicamente, a essa altura, o paciente estava em um estado tão impertinente que ignorou categoricamente os conselhos dos médicos. "Ele os xingou, saiu do escritório e parou de tomar o remédio imediatamente", afirma ela. Duas semanas depois, voltou ao normal. Outros não tiveram tanta sorte. Ao longo dos anos, Golomb coletou relatos de pacientes nos Estados Unidos — histórias de casamentos desfeitos, carreiras destruídas e um número surpreendente de homens que chegaram perto de assassinar suas esposas. Em quase todos os casos, os sintomas começaram com a estatina, e logo voltaram ao normal quando os pacientes pararam de tomar o remédio; um deles repetiu esse ciclo cinco vezes antes de perceber o que estava acontecendo. Segundo Golomb, isso é típico — em sua experiência, a maioria dos pacientes tem dificuldade para reconhecer suas próprias mudanças comportamentais, e mais ainda para conectá-las aos seus medicamentos. Em alguns casos, a percepção chega tarde demais: o pesquisador foi contatado pelas famílias de várias pessoas, incluindo um cientista de renome internacional e um ex-editor de uma publicação legal, que tiraram a própria vida. Antidepressivos podem não apenas aliviar o humor, mas também reduzir neuroticismo, sugerem pesquisas Getty Images Todos conhecemos as propriedades alucinógenas das drogas psicodélicas — mas os medicamentos comuns podem ser igualmente potentes. Do paracetamol a anti-histamínicos, estatinas, medicamentos para asma e antidepressivos, existem evidências de que eles podem nos tornar impulsivos, irritados ou inquietos, diminuir nossa empatia por estranhos e até manipular aspectos fundamentais de nossas personalidades (por exemplo, o quão neuróticos somos). Na maioria das pessoas, essas mudanças são extremamente sutis. Mas, em algumas, podem ser dramáticas. Em 2011, um homem francês processou a empresa farmacêutica GlaxoSmithKline, alegando que o medicamento que estava tomando para a doença de Parkinson havia feito ele se viciar em jogo e em sexo gay e era responsável por comportamentos de risco que o levaram a ser estuprado. Em 2015, um homem que praticava pedofilia na internet usou o argumento de que o medicamento anti-obesidade Duromine o fez fazer isso — ele disse que reduziu sua capacidade de controlar seus impulsos. De vez em quando, os assassinos tentam culpar os sedativos ou antidepressivos por seus crimes. Se essas afirmações são verdadeiras, as implicações são profundas. A lista de possíveis culpados inclui algumas das drogas mais consumidas no planeta, o que significa que, mesmo que os efeitos sejam pequenos em nível individual, eles podem estar moldando a personalidade de milhões de pessoas. A pesquisa sobre esses efeitos não poderia estar em um momento melhor. O mundo está passando por uma crise de excesso de medicação, com os EUA comprando 49.000 toneladas de paracetamol por ano — o equivalente a cerca de 298 comprimidos de paracetamol por pessoa — e o americano médio consumindo US$ 1.200 (R$ 5.000) em medicamentos prescritos no mesmo período. E à medida que a população global envelhece, nossa sede de drogas está prestes a ficar ainda mais fora de controle; no Reino Unido, uma em cada 10 pessoas com mais de 65 anos já toma oito medicamentos por semana. Nos EUA, mais de 49.000 toneladas de paracetamol são consumidas todos os anos — o equivalente a 298 comprimidos por pessoa Getty Images Como todos esses medicamentos afetam nosso cérebro? E deve haver avisos nas embalagens? Golomb suspeitou que havia uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás, depois de uma série de descobertas misteriosas, como a de que pessoas com níveis mais baixos de colesterol têm mais chances de ter mortes violentas. Conversando com um especialista em colesterol sobre o possível vínculo, ele disse que era absurdo. "E eu disse: 'Como temos certeza disso?'", diz ela. Cheia de determinação, Golomb vasculhou a literatura científica e médica em busca de pistas. "Havia mais evidências do que eu imaginava", diz. Ela descobriu, por exemplo, que, se você colocar primatas em uma dieta baixa em colesterol, eles se tornam mais agressivos. Havia até um mecanismo potencial: diminuir o colesterol dos animais parecia afetar seus níveis de serotonina, um importante produto químico cerebral que, acredita-se, está envolvido na regulação do humor e do comportamento social dos animais. Até as moscas começam a brigar se você mexer com seus níveis de serotonina, mas isso também tem efeitos desagradáveis ​​nas pessoas — estudos associaram uma mudança nos níveis de serotonina a violência, impulsividade, suicídio e assassinato. Se as estatinas estavam afetando o cérebro das pessoas, isso provavelmente seria uma consequência direta de sua capacidade de reduzir o colesterol. Desde então, surgiram evidências mais diretas. Vários estudos sugeriram uma ligação potencial entre irritabilidade e estatinas, incluindo um estudo randomizado controlado — o padrão-ouro da pesquisa científica — liderado por Golomb, envolvendo mais de 1.000 pessoas. Ela descobriu que a droga aumentou a agressividade em mulheres na pós-menopausa, embora, estranhamente, não em homens. Em 2018, um estudo descobriu o mesmo efeito em peixes. Dar estatinas à tilápia-do-nilo as tornou mais confrontadoras e alterou os níveis de serotonina em seus cérebros. Isso sugere que o mecanismo que liga o colesterol à violência já existe há milhões de anos. Golomb continua convencida de que o colesterol mais baixo e, por extensão, as estatinas, podem causar mudanças comportamentais em homens e mulheres, embora a força do efeito varie drasticamente de pessoa para pessoa. "Existem conjuntos de evidência convergindo", diz, citando um estudo realizado na Suécia, que envolveu a comparação de um banco de dados dos níveis de colesterol de 250.000 pessoas com registros de crimes locais. "Mesmo eliminando fatores que causam confusão, o fato ainda era que pessoas com colesterol mais baixo tinham uma probabilidade significativamente maior de serem presas por crimes violentos." As moscas se tornam mais agressivas quando seus níveis de serotonina variam, mostrou a pesquisa Getty Images Mas a descoberta mais perturbadora de Golomb não é tanto o impacto que as drogas comuns podem ter sobre quem somos — é a falta de interesse em descobrir esse impacto. "Há muito mais ênfase nas coisas que os médicos podem medir facilmente", afirma, explicando que, por muito tempo, as pesquisas sobre os efeitos colaterais das estatinas foram todas focadas nos músculos e no fígado, porque qualquer problema nesses órgãos pode ser detectado usando exames de sangue padrão. Isso é algo que Dominik Mischkowski, um pesquisador da dor na Universidade de Ohio, também notou. "Existe uma lacuna notável na pesquisa, na verdade, quando se trata dos efeitos dos medicamentos na personalidade e no comportamento", diz. "Sabemos muito sobre os efeitos fisiológicos desses medicamentos. Mas não entendemos como eles influenciam o comportamento humano." A pesquisa de Mischkowski descobriu um efeito colateral surpreendente do paracetamol. Há muito tempo, os cientistas sabem que a droga reduz a dor física ao diminuir a atividade em certas áreas do cérebro, como o córtex insular, que desempenha um papel importante em nossas emoções. Essas áreas também estão envolvidas em nossa experiência de dor social — e, curiosamente, o paracetamol pode nos fazer sentir melhor após uma rejeição. E pesquisas recentes revelaram que esse pedaço do cérebro está mais lotado do que se pensava, porque os centros de dor do cérebro também compartilham espaço com a empatia. Por exemplo, imagens de ressonância magnética mostraram que as mesmas áreas do cérebro se tornam ativas quando sentimos "empatia positiva" — prazer em favor das outras pessoas — e quando sentimos dor. Diante desses fatos, Mischkowski se perguntou se os analgésicos poderiam dificultar a experiência da empatia. No início deste ano, junto com colegas da Universidade de Ohio e da Universidade Estadual de Ohio, ele recrutou alguns estudantes e os dividiu em dois grupos. Um recebeu uma dose padrão de 1.000 mg de paracetamol, enquanto o outro recebeu um placebo. Depois, pediu que eles lessem cenários sobre experiências inspiradoras que aconteceram com outras pessoas, como a boa sorte de "Alex", que finalmente teve coragem de convidar uma garota para um encontro (ela disse que sim). A L-dopa é o tratamento mais bem-sucedido para o Parkinson, mas pode ter efeitos colaterais, fazendo as pessoas agirem mais impulsivamente Getty Images Os resultados revelaram que o paracetamol reduz significativamente nossa capacidade de sentir empatia positiva — um resultado com implicações em como a droga está moldando as relações sociais de milhões de pessoas todos os dias. Embora o experimento não tenha olhado para a empatia negativa — onde sentimos e nos identificamos com a dor de outras pessoas — Mischkowski suspeita que ela também seria mais difícil de sentir depois de tomar o medicamento. "Eu não sou mais um iniciante como pesquisador e, para ser honesto, essa linha de pesquisa é realmente a mais preocupante que já conduzi", diz. "Especialmente porque estou ciente do número de pessoas envolvidas. Realmente não entendemos os efeitos desses medicamentos em um contexto mais amplo." A empatia não determina apenas se você é uma pessoa "legal" ou se chora enquanto assiste a filmes tristes. A emoção traz muitos benefícios práticos, incluindo relacionamentos românticos mais estáveis, filhos mais bem ajustados e carreiras mais bem-sucedidas — alguns cientistas até sugeriram que ela é responsável pelo triunfo de nossa espécie. De fato, diminuir casualmente a capacidade de empatia de uma pessoa não é uma questão trivial. Tecnicamente, o paracetamol não está mudando nossa personalidade, porque os efeitos duram apenas algumas horas e poucos de nós o tomam continuamente. Mas Mischkowski enfatiza que precisamos ser informados sobre as maneiras como isso nos afeta, para que possamos usar nosso bom senso. "Assim como devemos estar cientes de que você não deve dirigir se estiver sob a influência de álcool, você não devia tomar paracetamol e se colocar em uma situação que exige que você seja emocionalmente sensível — como ter uma conversa séria com um parceiro ou colega de trabalho." Uma das razões pelas quais os medicamentos podem ter essa influência psicológica é que o corpo não é apenas um saco de órgãos separados, inundado de produtos químicos com funções bem definidas. Ele é uma rede com muitos processos diferentes e conectados. Por exemplo, os cientistas sabem há algum tempo que os medicamentos usados para tratar a asma estão, às vezes, associados a alterações comportamentais, como aumento da hiperatividade e desenvolvimento de sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Mais recentemente, uma pesquisa descobriu uma conexão misteriosa entre os dois distúrbios; ter um aumenta o risco de ter o outro em 45-53%. Ninguém sabe o porquê, mas uma ideia é que os medicamentos para asma causam sintomas de TDAH, alterando os níveis de serotonina ou substâncias químicas inflamatórias, que, acredita-se, estão envolvidas no desenvolvimento de ambas as doenças. Houve muitos relatos de alterações psicológicas decorrentes do uso de estatinas Getty Images Às vezes, esses links são mais óbvios. Em 2009, uma equipe de psicólogos da Universidade Northwestern, em Illinois, decidiu verificar se os antidepressivos poderiam estar afetando nossas personalidades. Em particular, a equipe estava interessada em neuroticismo. Esse traço de personalidade é sintetizado por sentimentos de ansiedade, como medo, ciúme, inveja e culpa. Para o estudo, a equipe recrutou adultos com depressão moderada a grave. Eles deram a um terço dos participantes do estudo o antidepressivo paroxetina (um tipo de inibidor seletivo da recaptação de serotonina), outro terço recebeu um placebo e o terceiro grupo, terapia. Eles então verificaram como o humor e a personalidade deles mudaram do início ao fim de um tratamento de 16 semanas. "Descobrimos que grandes mudanças no neuroticismo foram provocadas pelo medicamento e não muito pelo placebo [ou pela terapia]", diz Robert DeRubeis, envolvido no estudo. "Foi bastante impressionante." A grande surpresa foi que, embora os antidepressivos fizessem os participantes se sentirem menos deprimidos, a redução no neuroticismo era muito mais poderosa — e sua influência no neuroticismo era independente de seu impacto na depressão. Os pacientes que tomavam antidepressivos também começaram a pontuar mais em extroversão. É importante observar que foi um estudo relativamente pequeno e ninguém tentou repetir os resultados ainda. Portanto, eles podem não ser totalmente confiáveis. Mas a ideia de que os antidepressivos estão afetando diretamente o neuroticismo é intrigante. Uma hipótese é que a característica esteja ligada ao nível de serotonina no cérebro, que é alterado pelo inibidor. Embora se tornar menos neurótico possa parecer um efeito colateral atraente, nem sempre é boa notícia. Isso porque esse aspecto de nossa personalidade é uma espécie de faca de dois gumes; sim, foi associado a todos os tipos de resultados ruins, mas também se acredita que o excesso de pensamento ansioso possa ser útil. Por exemplo, indivíduos neuróticos tendem a ser mais avessos ao risco e, em certas situações, se preocupar pode melhorar o desempenho de uma pessoa. Drogas para baixar o colesterol salvam dezenas de milhares de vidas todos os anos, mas é importante que as pessoas sejam informadas sobre possíveis efeitos colaterais Getty Images "[O psiquiatra americano] Peter Kramer nos alertou de que, quando algumas pessoas tomam antidepressivos, o que pode acontecer é que elas começam a não se importar com as coisas com as quais se importavam", diz DeRubeis. Se os resultados persistirem, os pacientes devem ser avisados ​​sobre como o tratamento pode alterá-los? "Se eu estivesse aconselhando um amigo, certamente gostaria que ele estivesse atento a esses tipos de efeitos indesejáveis", diz DeRubeis. Nesse ponto, vale ressaltar que ninguém está argumentando que as pessoas devem parar de tomar seus medicamentos. Apesar de seus efeitos sutis no cérebro, os antidepressivos têm demonstrado ajudar a prevenir suicídios, os medicamentos para baixar o colesterol salvam dezenas de milhares de vidas todos os anos e o paracetamol está na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), devido à sua capacidade de aliviar a dor. Mas é importante que as pessoas sejam informadas sobre possíveis efeitos colaterais psicológicos. O assunto assume uma urgência quando você considera que algumas mudanças de personalidade podem ser dramáticas. Há evidências sólidas de que o medicamento L-dopa, usado no tratamento da doença de Parkinson, aumenta o risco de distúrbios de controle de impulso. Consequentemente, a droga pode ter consequências drásticas, pois alguns pacientes começam a correr mais riscos, tornando-se apostadores patológicos, compradores excessivos ou viciados em sexo. Em 2009, um medicamento com propriedades semelhantes chegou às manchetes, depois que um homem com Parkinson cometeu uma fraude em multas no valor de 45 mil libras (R$ 209 mil). Ele culpou a medicação, alegando que havia mudado completamente sua personalidade. A associação com comportamentos impulsivos faz sentido, porque a L-dopa está essencialmente fornecendo ao cérebro uma dose extra de dopamina — na doença de Parkinson, a parte do cérebro que a produz é progressivamente destruída —, e o hormônio está envolvido em nos fornecer sentimentos de prazer e recompensa. Os especialistas concordam que a L-dopa é o tratamento mais eficaz para muitos dos sintomas da doença de Parkinson e é prescrita para milhares de pessoas nos EUA todos os anos. Isso ocorre apesar de uma longa lista de possíveis efeitos colaterais que acompanham o medicamento, entre eles, e isso é explícito na bula, dificuldade de controlar impulsos em coisas como jogos de azar ou sexo. DeRubeis, Golomb e Mischkowski são da opinião de que os medicamentos que estão estudando continuarão sendo usados, independentemente de seus possíveis efeitos colaterais psicológicos. "Nós somos seres humanos, você sabe", diz Mischkowski. "Tomamos muitas coisas que nem sempre são boas. Sempre uso o exemplo do álcool, porque também é um analgésico, como o paracetamol. Tomamos porque sentimos que isso traz benefícios para nós, e tudo bem, desde que você tome nas circunstâncias certas e não consuma muito." Mas, para minimizar quaisquer efeitos indesejáveis ​​e tirar o máximo proveito das quantidades impressionantes de medicamentos que todos tomamos todos os dias, Mischkowski reitera que precisamos saber mais. Porque, no momento, ele diz, é em grande parte um mistério como eles estão afetando o comportamento dos indivíduos — e até da sociedade. Aviso Legal Todo o conteúdo desta coluna é fornecido apenas para informações gerais e não deve ser tratado como um substituto para o aconselhamento médico do seu próprio médico ou de qualquer outro profissional de saúde. A BBC não se responsabiliza por qualquer diagnóstico feito por um usuário com base no conteúdo deste site. A BBC não é responsável pelo conteúdo de nenhum site externo listado na Internet, nem endossa qualquer produto ou serviço comercial mencionado ou aconselhado em qualquer um dos sites. Sempre consulte seu próprio clínico geral se estiver preocupado com sua saúde.
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